ANTÓNIO PEDRO FERREIRA, FÁTIMA 1979-2016, 2017

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António Pedro Ferreira

Fátima 1979-2016

Fotografia: António Pedro Ferreira / Prefácio: Dom Manuel Clemente / Apresentação: Rosa Pedroso Lima / Texto: Clara Ferreira Alves

Paço de Arcos: Impresa Publishing / Abril . 2017

Português / 12,2 x 28,8 cm / 160 págs.

Brochura

ISBN: 9789899969551

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AntonioPedroFerreira-Fatima (6)

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A 13 de maio completa-se o Centenário da primeira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos, Jacinta, Francisco e Lúcia, na Cova da Iria, em Fátima. A data reveste particular significado, nomeadamente com a canonização  dos pastorinhos Jacinta e Francisco pelo Papa Francisco, que vem expressamente a Fátima.

A assinalar o Centenário, entre tantos outros eventos, dois livros de fotografia foram publicados mostrando Fátima ao longo das últimas 4 décadas. Um é este: Fátima 1979-2016, de António Pedro Ferreira, lançado no final de abril; o outro, Fátima, Enquanto houver portugueses, de Alfredo Cunha, falámos ontem (aqui).

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Este livro apresenta um conjunto de fotografias do Santuário de Fátima, registadas por António Pedro Ferreira, fotógrafo do jornal Expresso, entre 1979 e 2016. Ao longo de quase 40 anos pode ver-se a mudança do Santuário, dos peregrinos, dos testemunhos de fé, no fundo, da vida dos portugueses e não só, pois o Santuário acolhe diariamente milhares de peregrinos e visitantes de todo o mundo.

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Não há muitos lugares assim no mundo. E quando escolhidos são por tanta gente e por tanto tempo, por alguma razão forte há de ser – e é decerto. Por razões de humanidade, onde esta mesma nos leva ao essencial que somos.

… Assim se juntaram todas as razões do céu e todas as razões da terra para que o cristianismo mariano, o marianismo cristão, se fizesse raiz do povo que hoje somos, na cultura que mantemos. Não é exclusivo nosso, mas entre nós é assim. Por isso em Fátima nos sentimos em casa, mesmo quem lá vai sozinho e a horas mais desertas.

Em Fátima cabem realmente todos.”

Escreve Dom Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, no prefácio, que intitula “Fátima, Inevitavelmente”.

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“Aos olhos de Fátima” de Rosa Pedroso Lima, acrescenta:

Este livro surge de um espanto. Ou de vários espantos, para ser mais exata. Começa num daqueles raros momentos, em que as palavras falham, em que o desconhecido nos envolve e nos inquieta. Estes são momentos bons e só por isso merecem – e devem – ser partilhados.

… E eu vi ’aquilo’. Ou melhor, vi uma série de imagens … de rostos, mas sobretudo de olhares. Olhos de gente de todas as idades, de muitas épocas e de muitas origens. Todas elas com uma força incomum, difícil de explicar, mas que passa para além da objetiva, diretamente para nos desinquietar.

Essa gente chama-se Fátima. Ou chama-se fé, como quiserem.”

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“Deus, fala comigo!”, de Clara Ferreira Alves, regista:

O Deus dos cristãos , o Pai e o Filho nas suas formulações e latitudes e longitudes variadas, transportam uma mensagem de amor e de sacrifício pelo próximo, de altruísmo social, que tempera as doutrinas seculares dos ressequidos sistemas reguladores jurídicos, políticos e económicos. …

As coisas são como são. A abordagem da transcendência, ainda por cima da transcendência iniciada a partir de espíritos simples e destituídos de malícia como os dos irmãos Jacinta e Francisco Marto e a prima Lúcia dos Santos, os três pastorinhos da fábula ou do milagre, seria contaminada pelo problema da fé e da crença e a fé não pode, não poderá, ser definida u explicada por argumentos racionais. A fé é tão simples como aquelas três almas espontâneas, ou se tem ou não se tem, ou se sente ou não se sente. Não se pode adquirir a fé, não se pode inventar a fé, não se pode terminar a fé. Não se pode impor a fé. Não é um produto da razão, da paixão ou do instinto, é um sexto sentido que abarca toda a complexidade do cérebro e do coração dos homens”.

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O fotógrafo António Pedro Ferreira, já esteve em Fátima mais de 30 vezes e “comove-se sempre com a atmosfera solidária que encontra no santuário” diz, em entrevista ao jornal Expresso:

Fátima é um lugar muito fotogénico, onde as emoções estão à flor da pele. Julgo que em algumas, raras, ocasiões consegui captar um pouco do mistério de Fátima, porque, apesar de toda a polémica que sempre suscitou, é um local místico até para os ateus. É um local que respira complexidade e emoção.

Fátima é quase inesgotável. Num espaço tão pequeno, acontece tanta coisa e tão impressionante. Os rostos que lá encontro encerram todos os mistérios da fé.”

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António Pedro Ferreira, Fátima 1979-2016, 2017

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Pode ler a entrevista de António Pedro Ferreira ao jornal Expresso, sobre este trabalho, aqui.

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