ANTÓNIO BRACONS, ALBERTO CARNEIRO, SOBRE A FLORESTA, 2012, VILA NOVA DA BARQUINHA, 2015

Há 5 dias faleceu Alberto Carneiro (São Mamede do Coronado, Santo Tirso, 20 de setembro de 1937 — Porto, 15 de abril de 2017)

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António Bracons, Alberto Carneiro, “Sobre a Floresta”, 2012, Vila Nova da Barquinha, 2015

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Alberto Carneiro trabalha o que a natureza dá. Os troncos, as pedras…

Recordo-me do primeiro trabalho seu que vi: “Nas margens de um rio”, exposição inaugural do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no terraço superior…

Encontrei em 2015 e revi no passado dia 15, um outro trabalho deste artista plástico e escultor: “Sobre a Floresta”, de 2012, no Parque de Escultura Contemporânea de Vila Nova da Barquinha, o Barquinha Parque. Está lá para quem a quiser admirar.

Estas árvores de granito e bronze erguidas ao céu azul, muito azul, verticais, muito verticais.

Arte. Vida.  Norte. Oeste. Sul. Este. Arte. Vida. Água. Terra. Fogo. Ar. Arte. Vida.

A peça é formada por

33 elementos verticais em granito e bronze. 33 pedras graníticas com palavras gravadas

Altura dos elementos verticais 350 cm

Diâmetro de inclusão das peças aprox. 600 cm

O artista trabalha temas, cujos modelos se encontram enraizados em ancestrais soluções de representação, quer do Ocidente quer do Oriente. O modo como escolhe e usa os materiais, como define e articula as formas contribui para a profundidade dessa relação entre natureza, cultura, pensamento e acção. Nesta peça, retoma uma das figuras mais recorrentes e simbólicas da sua obra, a mandala, onde todos os elementos são dispostos simetricamente em raios e circunferências concêntricas, discursando sobre as realidades básicas do mundo, que se inscrevem nas pedras graníticas em palavras e aforismos, como arte, vida, água, ar, fogo e terra ou se erguem colunas encimadas por galhos ou ramos. Os pontos cardiais, norte, sul, leste e oeste, compõem o discurso da centralidade da peça, transmitindo uma energia universal.”

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