AUGUSTO BOBONE, FOTO-RADIOGRAFIAS, 2014

121 anos da descoberta dos Raios X por Wilhelm Röntgen

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Augusto Bobone

Foto-Radiografias

Fotografia: Augusto Bobone / Texto: Margarida Medeiros, António Maria Reis Pereira

Lisboa: Documenta Editora / 07.2014

Português / 22 x 16,5 cm / 112 págs.

Brochura

ISBN: 9789898566584

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O físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923), descobriu por acaso os Raios X, a 8 de novembro de 1895, enquanto fazia experiências sobre radiações causadas pela passagem de uma corrente elétrica num tubo de vidro no vazio, utilizando o chamado tubo de Crookes.

Anunciada oficialmente em Janeiro de 1986, a sua receção em Portugal foi precoce e as primeiras experiências foram realizadas na Universidade de Coimbra, a 3 de Fevereiro de 1896, pelo Prof. Henrique Teixeira Bastos (1861-1943), com a ajuda do fotógrafo profissional Adriano da Silva e Sousa.

Em Lisboa seria o reputado fotógrafo da Casa Real, Augusto Bobone (1852-1910), com atelier na Rua Serpa Pinto, a colaborar, com o professor de física Virgílio Machado (1859-1927): em 22 de março de 1896, Bobone obteve a sua primeira radiografia.

A caixa de Raios X, apresentada à Real Academia das Ciências de Lisboa em 1897, fruto de múltiplas experiências levadas a cabo pelo fotógrafo, é um ex-líbris de importância mundial, não apenas pela qualidade e diversidade das suas imagens, como pela quantidade de amostras apresentadas (46).”

Estas 46 imagens (45 radiografias e uma fotografia, 37, a que corresponde a radiografia 38) são reproduzidas nesta obra: não apenas detalhes do corpo humano: braços, pernas, mãos, pés, mas também diversos animais: eiró, pomba, coelho, etc., e objetos vários foram radiografados, mostrando as potencialidades – e limites – da técnica, no campo médico, mas também artístico.

Como refere Margarida Medeiros:

A aplicação dos Raios X não foi apenas, mesmo no seu início, um assunto da Física e da Medicina. Na literatura, nas artes e em artigos de jornais, a sua recepção foi marcada por grande euforia e excitação, misturadas de ansiedade e divertimento. Da transparência do corpo inferia-se a transparência da alma, ao mesmo tempo que a exposição do esqueleto humano vivo traçava um cenário macabro. O interesse pelo atravessamento dos corpos opacos proporcionado pelos Raios X constituiu, assim, uma revolução não apenas técnica, mas também cultural, influenciando fortemente o imaginário literário e artístico ocidental. Augusto Bobone [1852-1910] e a sua Caixa de Raios X, com temas tão variados como uma chave, um osso ou um peixe, evidenciam, na viragem para o século XX, as possibilidades da relação entre ciência, fotografia e arte.”

Os textos “Ver através: Augusto Bobone, a fotografia de Raios X e a sua dimensão fantasmagórica”, de Margarida Medeiros e “O contributo de Augusto Bobone nos primórdios da radiologia portuguesa”, de António Maria Reis Pereira, fazem um estudo histórico da radiologia e da obra deste fotógrafo, que desempenhou um “papel de relevo … nos primórdios da Radiologia portuguesa, nomeadamente o seu contributo para a aplicação médica dos Raios X”.

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 Augusto Bobone, Foto-Radiografias, 1896, 2014

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Este livro foi publicado por ocasião da exposição «Augusto Bobone. Foto-radiografias, 1896», apresentada no Espaço Curto Circuito / Arte-Tecnologia, Museu da Eletricidade — Fundação EDP de 4 de Julho a 28 de Setembro de 2014.

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