NOVOS TRABALHOS #3 DO ATELIER DE LISBOA – 2: BRUNO SUL, “C.” E NUNO ANDRADE, “GINJAL”, 2016
.
.
.

.
A exposição “Novos Trabalhos #3”, mostra os trabalhos finais do Curso de Projecto do Atelier de Lisboa, de 2015/2016, apresenta-se em Lisboa, em Alcântara, na Travessa do Conde da Ponte, 31, entre 22 de outubro e 5 de novembro de 2016.
Esta exposição marca o início da comemoração do 10.º aniversário do Atelier de Lisboa.
A curadoria é de António Júlio Duarte, que foi também o orientador dos projetos de Bruno Sul, Cristina H Melo, David Grades, Kacau Oliveira e Nuno Andrade; Bruno Santos Valter Ventura orientaram o projeto de Tânia Cadima.
.
António Bracons, Aspetos da exposição
.
Nestes posts vamos ver os trabalhos destes autores.
.
.
.
Bruno Sul, C., 2016
.


António Bracons, Bruno Sul, 2016
.
Bruno Sul (Lisboa, 1993), fotografou o dia-a-dia, o quotidiano: em casa, nos passeios, nas viagens… O acordar, o estar, a vida a dois, os seus animais de estimação: o cão, a cobra, o lagarto, os espaços da casa, as coisas, os instantes, aqueles fragmentos que porventura um dia reparamos no nosso quotidiano, num olhar mais panorâmico ou mais reduzido, num detalhe…
Ao longo de quase um ano, uma recolha (quase) obsessiva de instantes, de fragmentos – não é a fotografia um fragmento, uma janela mais ou menos reduzida (ou ampla) através da qual olhamos o mundo? – E dessa recolha, uma seleção apertada para um conjunto de 13 momentos.
Diz Sul:
C. é um projecto que foi realizado ao longo de um ano através dum processo de captação quase obsessiva de imagens em torno de uma figura principal e de sítios e situações comuns. O facto de querer estar livre de constrangimentos técnicos deu origem a esta vontade de registo ingénuo dos momentos, como se a câmara fotográfica estivesse quase ausente e não pudesse fazer mais do que anotar e interferir o menos possível nos acontecimentos. As 13 fotografias captam apenas uma fracção de cada situação ilustrada, mas talvez por falta de texto descritivo para cada uma delas, revelam pelo menos a parte de uma verdade sobre cada um desses ambientes.”
.
.
António Bracons, Aspetos da exposição, Bruno Sul, C., 2016
.
.
Fotografias: impressão em jacto de tinta, Papel Photo, 30x45cm, coladas sobre PVC 3mm.
.
.
.
Nuno Andrade, Ginjal, 2016
.


António Bracons, Nuno Andrade, 2016
.
Nuno Andrade (Lisboa, 1974) gosta de desenvolver os seus trabalhos por longos períodos. Fotografar, voltar, fotografar, regressar, fotografar… São talvez mais de cem as vezes que foi ao “Floresta do Ginjal” no último ano.
O mítico restaurante, que já não o é, antes um café no piso térreo e no superior uma sala de baile, que funciona alguns dias e noites de semana, espaço de encontro e de dança.
A Andrade fascina-o este encontro das pessoas, foi, pediu licença e, aos que o autorizavam, começou depois a fotografar. Tornou-se um “habitué” do espaço, com a sua câmara, a objetiva de 35 mm, o flash, que a dimensão da sala e o espaço livre não permitem outra liberdade. Foi criando amizade e confiança, os de sempre estranham quando está algum tempo sem aparecer. Os novos que vão chegando, não estranham o fotógrafo.
As imagens acumulam-se, registam histórias, histórias que ele conhece.
E para além das pessoas, o espaço, que faz parte dessas histórias e que são testemunhos dessas histórias.
Um conjunto distinto de imagens desta série, “Ginjal”, está patente nos Encontros da Imagem de Braga, na exposição coletiva “Sentimental Ballads”.
Sobre este trabalho, escreve Andrade:
“Floresta do Ginjal” foi o restaurante mais famoso do cais do Ginjal, em Cacilhas. Desde que abriu, na década de 30, tornou-se palco de encontro das duas margens do Tejo, escolha incontornável para inúmeros almoços, festas e casamentos. Seis décadas depois, nos anos 90, encerra as suas portas e não mais as abriu. Cumpriu o seu ciclo.
O antigo espaço renasceu posteriormente sob a forma de sala de bailes.
Hoje é um lugar mágico e misterioso, povoado por personagens fascinantes: amantes, sonhadores, solitários, eternos conquistadores… Todos partilhando um tempo que só ali existe. Vidas reais com desejos simples, ambições comuns. Enganar a solidão, encontrar o amor.
Este trabalho faz parte de uma série que está a ser desenvolvida desde 2014 e pretende ser um retrato de um local e de um tempo que não foi meu, mas ao qual me foi dado acesso.”
.
.
António Bracons, Aspetos da exposição, Nuno Andrade, Ginjal, 2016
.
.
7 fotografias: impressão digital sobre papel de algodão, 53,4x80cm, sem margens, colada sobre PVC de 5mm, 1PA+3.
.
.
.
Pingback: AGENDA . SETEMBRO – DEZEMBRO 2016 | FASCÍNIO DA FOTOGRAFIA
Pingback: AGENDA . EXPOSIÇÕES . ABRIL – JUNHO . 2018 | FASCÍNIO DA FOTOGRAFIA
Pingback: DOMINIQUE TEUFEN E NUNO ANDRADE, LAUREADOS DO PRIX HSBC POUR LA PHOTOGRAPHIE 2019 | FASCÍNIO DA FOTOGRAFIA
Pingback: AGENDA . EXPOSIÇÕES . ABRIL – JUNHO . 2019 | FASCÍNIO DA FOTOGRAFIA