ANDRÉ CEPEDA, DEPOIS, MNAC, 2016

 

 

 

André Cepeda expõe “Depois” no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, R. Serpa Pinto, em Lisboa, de 7 de maio a 26 de setembro de 2016, nos pisos 1 e 2.

 

As fotografias apresentam detalhes que quem percorre o espaço de modo atento vê. A cidade é o Porto e quem a conhece encontrará, porventura, nalgumas imagens alguns sinal ou traço da cidade. Poderiam ser noutra cidade qualquer – aparentemente.

São na maior parte dos casos espaços abandonados, descuidados, à margem da cidade, espaços de periferia, ainda que no centro da cidade.

 

Esta exposição reúne uma série de fotografias recentes realizadas no Porto, a cidade onde André Cepeda vive e tema recorrente do seu trabalho artístico. O conjunto de imagens sugere um percurso físico – e mental – sobre vários locais de uma cidade onde a presença humana é residual. Nesse percurso, nessa deambulação, André Cepeda fotografa os mais diversos assuntos, por entre ruas desertas, fachadas de edifícios, construções rudimentares, monumentos e ruínas, materiais e objetos abandonados em cenários temperados pela melancolia e pela sensação de vazio. É uma visão áspera e sensível, meditativa e crítica, que reage às circunstâncias espaciais, materiais e lumínicas que conferem a certos lugares e a certos objetos um caráter simultaneamente familiar e estranho, banal e misterioso.

Nada parece acontecer nestes lugares. Não se vislumbra nenhum movimento, nenhum gesto. Mundo petrificado, silêncio de morte, tudo o que sobra são espaços, construções e objetos que indiciam uma história anterior. Depois é um trabalho sobre o que resta, mas também sobre o que queremos e estamos disponíveis para ver e fazer com as imagens, de resgatar a exigência de uma ética da observação e do pensamento sobre os lugares de todos os abandonos e esquecimentos.”

Sérgio Mah, curador

 

 

 

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 António Bracons, Aspetos da exposição, 2016

 

 

 

Por ocasião da exposição foi publicado um livro homónimo, editado pela Pierre von Kleist Editions, ver aqui.