SÉ, LISBOA, 2016
António Bracons, Sé, Lisboa, 2016
A Igreja de Santa Maria Maior, Sé de Lisboa, foi edificada na sequência da tomada de Lisboa aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1147, foi terminada nas primeiras décadas do séc. XIII, sendo pois em estilo românico.
O templo é composto por três naves com trifório, transepto saliente e cabeceira com três capelas, sendo pois muito semelhante à Sé Velha de Coimbra. O traçado deve-se a Mestre Roberto, que já trabalhara na construção da Sé e do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
Posteriormente o edifício sofreu diversas obras e benefícios, como o claustro gótico; a Sé foi, ao longo dos tempos, decorada com vários monumentos e altares, a maioria dos quais perdeu-se ou encontra-se dispersa.
A capela-mor abrigava o túmulo com as relíquias de São Vicente, foi decorado por volta de 1470 com um grande retábulo pintado, os “Painéis de São Vicente de Fora”, atribuídos a Nuno Gonçalves, pintor régio de D. Afonso V. Estes painéis, obra-prima da pintura portuguesa do século XV, foram apeados em 1614 e encontram-se no Museu Nacional de Arte Antiga (ver aqui).