ANTÓNIO BRACONS, LOYOLA 91, CHEGADA A LOURDES, 18.07.1991
Chegada.
Razão de ser
Íñigo López nasceu na povoação de Loiola (Loyola em catalão), em Azpeitia, região de Guipuzcoa, Espanha, em 31 de maio de 1491, o mais novo de treze irmãos e irmãs. Viria a ser o fundador da Companhia de Jesus, ordem religiosa católica também conhecida por “jesuítas”, a qual foi aprovada pelo Papa Paulo III, em 27 de setembro de 1540, pela bula Regimini Militantis ecclesiae.
Já conhecido como Inácio de Loiola, faleceu em Roma, em 31 de julho de 1556. Foi beatificado pelo Papa Paulo V, em 1609 e canonizado em 12 de março de 1622, pelo Papa Gregório XV. A sua festa litúrgica celebra-se em 31 de julho.
Entre 27 de Setembro de 1990, data do 450.º aniversário da fundação da Companhia de Jesus, e 31 de Julho de 1991, dia dos 500 anos do nascimento do seu fundador, Santo Inácio de Loyola, a Companhia de Jesus comemorou o Ano Inaciano.

Na sua terra natal, as comemorações tiveram a imagem LOYOLA 91, e nelas se integraram a recuperação da sua casa natal e da basílica.

Neste âmbito, os jesuítas franceses organizaram uma Peregrinação: “Pélerins de Dieu”, Lourdes – Xavier – Loyola, de 18 a 31 de julho. Dois mil jovens entre os 20 e os 35 anos, de 27 países, peregrinaram desde Lourdes, passando pela terra de S. Francisco Xavier (Javier em catalão), até Loiola, ponto de encontro final, onde todos se encontraram para o encerramento solene do Ano Inaciano.
Este ano completam-se 25 anos sobre aquela data: comemoram-se os 525 anos do nascimento e 460 do falecimento de Santo Inácio de Loyola e 475 da fundação da Companhia de Jesus.
Esta peregrinação foi muito importante para mim. Foi um espaço de encontro com muitas pessoas de diferentes países, de um mesmo espírito e valores, onde se partilharam palavras, vivências, momentos. Onde se rezou (e falou) em muitas línguas. Onde se caminhou por vastos horizontes.
Um espaço de encontro com o maravilhoso que é cada um que nos rodeia, que é a paisagem, que é a experiência de Deus.
Um espaço de encontro com Deus, de cada um consigo próprio.

Ao longo destes dias, partilho as fotografias desta Peregrinação.
O sub-título do post será o tema de oração de cada dia.
De Coimbra a Lourdes: a estação de Salamanca, ponto de passagem, a fronteira Irun – Hendaya. Chegada a Lourdes; a Igreja e o Castelo, o acampamento, o horizonte verde dos Pirinéus.
A chegada e o acolhimento.
Depois da chegada a Irun e Hendaya, os dois lados da mesma fronteira, deixar o comboio apanhado na véspera, em Coimbra, e que seguiria para Paris… Para trás ficaram mais de catorze horas de viagem.
Em Hendaya, após ver qual a ligação e comprar o bilhete, apanhar o novo comboio com destino a Lourdes. Pouco mais de uma hora de viagem…
Esperava-nos a equipa de acolhimento, perguntaram pela viagem, indicaram-nos o caminho para o campo dos jovens, onde ficaríamos… Se quiséssemos, poderíamos ter boleia para as bagagens.
No campo tudo estava organizado: o acolhimento, conforme os locais de origem, indicação dos espaços para dormir, das rotinas, dos programas. A informação da Route (estrada) em que estávamos integrados. A entrega dos kits, com algumas informações e alguns medicamentos e a possibilidade de adquirir as t-shirts (fabricadas em Portugal) ou os pin’s.
Participaram na peregrinação 2000 jovens. Caminharam por 4 estradas, 4 diferentes percursos, identificados por uma cor. Fiz parte da “Route Rouge”. Em cada estrada estávamos divididos por aldeias, na nossa Estrada, com o nome dos fundadores da Companhia de Jesus, a minha era a “Laínez”. Cada Aldeia era composta por 4 grupos de marcha, cada um de cerca de 12 pessoas. As ‘Aldeias’ definiam os autocarros em que nos deslocávamos, o espaço do acampamento e outras questões logísticas, como a distribuição da alimentação.
Já no local do acampamento, havia ainda disponibilidade para um banho quente, antes do jantar, que seria daí a mais algum tempo. E entretanto, montar a tenda. Sempre, o horizonte verde dos Pirinéus.