TITO MOURAZ, CASA DAS SETE SENHORAS, 2016

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Tito Mouraz

Casa das Sete Senhoras

House of the Seven Women

Fotografia: Tito Mouraz / Texto: Nuno Crespo, Tito Mouraz / Design: Sérgio Couto

Dewi Lewis Publishing / julho 2016

Português e inglês / 24,0 x 30,0 cm / 108 págs / 55 fotografias tritone

Cartonado / 650 ex. + edição especial de 25 ex., em caixa de madeira de nogueira, incluindo três fotografias assinadas e numeradas, impressão em gelatina de prata em papel FB, duas (24 x 30 cm) e um retrato da série impresso em papel Kodak FB, descontinuado na década de 70 (15 x 20 cm), impressas pelo autor.

ISBN: 9781911306016

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Edição especial

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Ainda se diz por aqui que a casa está assombrada.

Na casa do Casal viviam sete senhoras, todas irmãs solteiras. Uma era bruxa.

Em noites de lua cheia, as senhoras, voariam nas suas vestes brancas da varanda para os ramos frondosos do castanheiro, sobranceiros à rua. Daí seduziriam os homens que passassem.

Na Casa das Sete Senhoras, conversar, saber como era antes de mim, ouvir e imaginar, foi tão importante quanto o ato de fotografar.

Comecei por fazer alguns retratos de pessoas. Interessaram-me porque sempre viveram aqui e estão ligadas à terra como as árvores. Falam do tempo, das suas recordações, das perdas… muitas já vestem de preto.

Esta série dá conta de um persistente regresso ao mesmo lugar, para perscrutar as suas diferenças (a lenta desactivação do maneio agricola, a transformação progressiva do território, o envelhecimento…), porém escutar o mesmo mocho, a mesma raposa, as mesmas estórias.

Tal como na lenda, talvez tenha sido a feição mágica e medonha, desta experiência cíclica, o meu maior ferimento: a noite, os fumos, os cadáveres, a lua, a ruína, os sons.

Um lugar de afetos, afinal, também nasci aqui.”

Tito Mouraz, Beira-Alta, Portugal [2010-2015]

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Partindo da lenda, Mouraz fotografa a paisagem, as pessoas e o ambiente de uma vida rural talvez em extinção: o pinhal, os campos agrícolas, a paisagem, as ruínas, os campos, as fogueiras da limpeza das matas, as gentes, as senhoras idosas, de negro, viúvas, senhoras das suas casas e das suas terras… Mas, para além da presença, nas fotografias está a ausência.

Como diz Nuno Crespo:

Para este fotógrafo, a paisagem não é algo que o próprio consiga descrever, representar ou contemplar, mas um lugar habitado pela tensão, onde os elementos visíveis evocam apenas a presença material, mas também as ausências, espíritos e magia.”

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 Tito Mouraz, Casa das Sete Senhoras, 2016

 

 

Casa das Sete Senhoras foi lançado em  Arles, na Galerie Voies Off, em 7 de julho e é lançado em Portugal, hoje, 15.07, às 18:00, na STET – Livros & Fotografias, na Rua do Norte, 14 – 1.º, ao Camões, em Lisboa.

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Em janeiro (?) de 2017, o livro foi oferecido ao Papa Francisco, por um grupo português recebido em audiência:

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L’ Osservatore Romano, Oferta do livro Casa das Sete Senhoras ao Papa Francisco, por um grupo  de cavaquinhos (?), português.

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Pode folhear o livro aqui e mais informação aqui.

Casa das Sete Senhoras foi considerado um dos melhores livros de fotografia de 2016 pelo The Guardian, aqui (2016.12.20).

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