AAVV, EM JOGO. ON SIDE, 2004

UEFA EURO 2016 – Portugal Campeão Europeu de Futebol!

 

 

 

Em Jogo. On side

Artistas (fotógrafos*): Adriana Molder, Álvaro Rosendo*, Andreas Gursky*, António Júlio Duarte*, Augusto Brázio*, Crispiun Jones, Duarte Amaral Netto*, Eduardo Souto Moura, Fernando Marques (Formidável)*, Francisco Queirós, Gabriel Orozco*, Henry Bond & Liam Gillick*, Holger Kruse*, Jeff Koons*, Joana Vasconcelos, João Pedro Vale & Branca Bastos, Jonathan Monk*, Laura Green, Leo Fitzmaurice, Maria Lusitano & Pedro Valdez Cardoso, Mark Wallinger, Nuno Cera*, Nuno Ferrari*, Ömer Ali Kazma, Paulo Catrica*, Pedro Letria*, Roderick Buchanan*, Samuel Fosso*, Stephen Dean e Vik Muniz*. / Textos: Paulo Cunha e Silva, Albano Silva Pereira, Miguel Amado, Manuel Graça Dias, João Nuno Coelho, Nicolas Bourriaud, Nuno Domingos, António Pedro Vasconcelos, Ana Santos e Luís Osório & Pedro Rolo Duarte.

Coimbra: Centro de Artes Visuais – Encontros de Fotografia / 2004

Catálogo da exposição “Em Jogo. On side.”, apresentada no CAV, de 27.06 a 19.09.2004.

Português, inglês / 17,5 x 23,0 cm / 266 págs.

Cartonado / 3.000 ex.

ISBN: 9728338368

 

 

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Em 2004 teve lugar em Portugal o UEFA EURO 2004 – Campeonato Europeu de Futebol, jogado entre outras cidades, em Coimbra, no Estádio Municipal.

Paralelamente decorreu um programa cultural, “Arte em Campo”, no âmbito do qual foi realizada esta exposição, comissariada por Miguel Amado e Albano da Silva Pereira, inaugurada a 27.06 pelo Ministro da Cultura.

Escrevia então Álvaro Vieira, no jornal Público (que fez distribuição do catálogo a nível nacional), sob o título “Bola ao Centro de Artes Visuais de Coimbra”, fazendo uma descrição da exposição:

 

… estão lá as arenas luminosas e os balneários de acesso restrito, as grandes vedetas e os jogadores de pelado, as multidões e o indivíduo, o sucesso e a dor física. Tudo disposto com grande rigor táctico, após uma selecção que reuniu artistas de renome internacional, como Jeff Koons, Andreas Gursky ou Mark Wallinger, a jovens talentos portugueses e estrangeiros. Esse contraponto afirma-se logo no primeiro conjunto de obras que se oferece ao visitante. “Soccer ball (Brine)”, do consagrado Koons, convive com o portfólio “Rasen auf dem Baum”, do jovem Holger Kruse, que evoca a própria infância do autor. (…) “Não Chores, Eusébio” Ícone da mitologia do futebol português, “E o Rei chorou!”, de Nuno Ferrari, mostra Eusébio a chorar, no final do Portugal-Inglaterra do Mundial de 1966 (em que a nossa selecção foi eliminada depois de derrotada por 2-1, na meia final), e a ser consolado por um repórter fotográfico: esse homem era Fernando Marques (o “Formidável”, o maior fotógrafo de Coimbra do séc. XX), justamente o autor da fotografia de corpo inteiro que, ao lado, nos mostra o “Pantera Negra” com um olhar cheio de esperança. O Mundial de 66 é também glosado por Álvaro Rosendo, em “Não chores Eusébio”, num recanto dividido com “Mantorras”, de Pedro Letria: fotografias que mostram o angolano, que chegou a ser apresentado como “o novo Eusébio”, montado numa bicicleta de ginásio, na clínica onde vem tratando da lesão que há dois anos o mantém afastado dos relvados. É também o esplendor da relva, e da selecção portuguesa, que Andreas Gursky explora em “Em Arena II”. A imagem, gigantesca e manipulada digitalmente, mostra um campo inteiro, a “visão de uma bancada superior”, no momento do pontapé de saída do Portugal-Turquia do Euro 2000. É a mais valiosa das obras em exposição e, simultaneamente, uma daquelas que melhor representam os objectivos da mostra. Para Miguel Amado, “o potencial estético do futebol não é explorado pela imprensa desportiva, cujos repórteres fotográficos se posicionam sempre junto à grande área e produzem grandes planos, com fundos desfocados”. “Em Jogo”, afirma o comissário, “procura uma pluralidade de perspectivas estéticas e éticas, um olhar inovador”. Foi o que fez Gursky, com a sua imagem vertical, que rompe também com o plano horizontal do futebol televisionado. (…) . Miguel Amado, o “olheiro” de “Em Jogo”, também conseguiu o empréstimo, (…) , do enorme retrato que Vik Muniz fez de Pelé (“Edson”): a imagem, irónica, é formada por desperdícios de furador de papel, círculos ampliados de recortes de imprensa sobre o jogador. De Vik Muniz são também as imagens, delineadas a chocolate líquido, de duas equipas de futebol. A bola na Guerra “Em Jogo” apresenta outras curiosidades, como a imagem das bolas oferecidas por um capitão do exército britânico aos seus soldados na II Guerra Mundial, com a promessa de recompensa para o primeiro que conseguisse atirar uma delas para além das linhas germânicas. Há ainda propostas mais conceptuais, alternativas e etnográficas. Mark Wallinger (“Versus”) apresenta um conjunto de desenhos em que a bola foi elidida. Nuno Cera (“This is football”) recuperou um “vídeo caseiro” de um jogo de futebol, por entre cadeiras, disputado em casa com um amigo. Samuel Fosse (“Les nouvelles identités d’Afrique”) fotografou-se em estúdio, em poses de “galáctico”, equipado à Real Madrid. No CAV, cabem ainda a actual selecção nacional, a “torcida” do Maracanã e vários estádios e troféus. (…)”

 

O catálogo reproduz as obras expostas e integra uma biografia de cada artista.

 

 

 

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AAVV, Em jogo. On side, CAV, 2004