ANTÓNIO BRACONS, MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-VELHA, COIMBRA, 1986-91 – II

No ano o 680º aniversário da morte da Rainha Santa,  dos 600 anos da beatificação e dos 391 anos da canonização

 

 

 

 

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 António Bracons, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra, 1986-1991

 

 

A permeabilidade dos solos e o assoreamento do Mondego, pelas areias arrastadas, devido ao abate dos carvalhos que cobriam a Serra da Estrela, para a construção das caravelas e naus, levou a que com o passar do tempo, o leito do rio subisse e o mosteiro ficasse parcialmente submergido pelas suas águas o que levou a que em 1649 se tenha iniciado a construção do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, mais alto e fora do alcance das águas do rio, sendo no último quartel desse século abandonado o antigo mosteiro.

Entre 1991 e 2009 teve lugar a campanha de escavação arqueológica  de todo o perímetro do mosteiro, bem como as obras de recuperação e consolidação da envolvente e a construção do centro de interpretação.

 

 

No tempo em que eu andava em Coimbra, o Mosteiro estava ainda tomado pelas águas, que cobriam quase toda a altura da nave inferior. O corpo da Igreja sobressaía parcialmente das terras e da vegetação, podia ser visitado dentro do horário de abertura definido.

Tinha naturalmente muitos visitantes, pois, apesar da camada de lodo e água de alguns metros (que a escavação removeu), o visível não deixava de ser uma pérola.

São desse tempo estas fotografias.