JONAS – GRUPO DE TEATRO DE SANTO ANTÓNIO DO ESTORIL, 2016 – I

 

 

 

 

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Por volta do ano de 780 a. C., o povo hebreu, o povo que adorava um só Deus, estava dividido em dois reinos: o reino de Israel, que ficava no norte e o reino de Judá, que ficava no sul. A capital de Israel era na Samaria, no santuário de Betel. Ali vivia o rei Jeroboão II, filho de Joás, da dinastia de Jeú, com a sua rainha, os sacerdotes do Altíssimo e toda a corte. O seu reino estava prestes a ser atacado pelos poderosos assírios. Fracos e indefesos, os hebreus não tinham hipótese de resistir. Mas, então, Deus escolheu um profeta: Jonas, filho de Amitai, natural de Gat-Hefér (cf. 2 Rs 14, 25).

 

A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amitai, nestes termos: «Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade [da Assíria], e anuncia-lhe que a sua maldade subiu até à minha presen­ça». Jonas, porém, pôs-se a caminho, na direção de Társis, fugindo da face do Senhor. Desceu a Jafa, onde encontrou um navio que partia para Társis, fugindo da face do Senhor.

Porém, o Senhor fez vir sobre o mar um vento impetuoso e levantou no mar uma tão grande tempestade que a embarcação ameaçava despedaçar-se. … [Então os marinheiros combinaram entre si:] «Vinde e deitemos sortes para sabermos quem é a causa deste mal». Lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. …

Depois pegaram em Jonas e lançaram-no ao mar, e a fúria do mar acalmou-se. …

O Senhor fez com que ali houvesse um grande peixe para engolir Jonas; e Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe. [Jonas orou ao Senhor] …

Então o Senhor ordenou ao peixe, e este vomitou Jonas na praia.

A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos: «Levanta-te e vai a Nínive, a cidade grande e apregoa nela o que eu te ordenar».”

Jon. 1,1 – 3,2

 

 

 

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Refere Joana Liberal que

numa pequena conferência sobre o Ano da Misericórdia, realizada em Dezembro, na Universidade Católica, D. Manuel Clemente declarou que se pudesse guardar apenas duas páginas da Bíblia, guardaria a Parábola do Pai Misericordioso (Filho Pródigo) e o Livro de Jonas. A partir desta ideia nasceu o espectáculo para o Jubileu da Misericórdia.”

 

JONAS – Todas as ondas do mar tem por base o livro de Jonas, com citações dos livros de Isaías, Joel, Amós e Oseias, algumas referências do segundo livro dos Reis e do segundo livro das Crónicas, que se encontram interligadas. Inclui referências da história do povo assírio, bem como diversas partes ficcionadas como algumas cenas com a rainha de Judá e toda a cena de Nur, o bom assírio, a sua irmã Niri e a avó, personagens inventadas.