PRAÇA-FORTE DE PENICHE, 2008-2011
A Praça-forte é constituída por uma série de obras defensivas, de muralha com baluartes, com planta de polígono irregular estrelado, adaptado ao terreno. Os trabalhos do chamado castelo da vila, foram iniciados em 1557, por ordem de D. João III, tendo sido concluídos em 1570. No contexto da Guerra da Restauração da Independência, as obras foram retomadas, posteriormente complementadas por outros dois Fortes: o da Praia da Consolação e o de S. João Batista, das Berlengas.
Na época das Invasões Napoleónicas foi utilizada como prisão e posteriormente, como prisão política, no tempo das Guerras Liberais, quer para liberais, quer para absolutistas, tendo utilização militar até 1897. Durante o Estado Novo, converteu-se em prisão política de segurança máxima (1934-1974), tendo contudo ocorrido algumas fugas importantes.
A Praça-Forte acolhe um Museu que invoca factos e memórias da resistência antifascista: o “Núcleo da Resistência”, bem como um Museu Municipal, relativo a Peniche: arqueológico, histórico e etnográfico, sublinhando a ligação ao mar e às tradições: as rendas de bilros, a construção naval e a pesca.