JOSÉ PEDRO CORTES, ONE’S OWN ARENA, 2015
José Pedro Cortes
ONE’S OWN ARENA
Fotografia de José Pedro Cortes
Lisboa, Pierre von Kleist Editions, 2015.
Português e inglês / 22.5 x 30.5 cm / 168 pag.
Cartonado / 600 ex.
ISBN: 9789899944510
One’s own arena, a própria arena, o espaço próprio, o quotidiano, o dia-a-dia.
Este trabalho, é o terceiro da trilogia sobre o sentido do lugar, iniciado com Things Here and Things Still to Come (2011) e que continuou com Costa (2013). Depois de Israel e da Costa da Caparica, agora
“In Toyama, Japan”
O livro (quase) não tem texto. Apenas esta referência, logo na página de abertura.
Uma primeira estadia, entre 24 de março e 12 de abril de 2012, no âmbito do projeto “European Eyes on Japan / Japan Today” (vol.14) (ver aqui), regressou três anos depois, entre abril e maio, procurou “o mesmo tipo de cenários e personagens: homens e mulheres vulgares, sem nenhuma história particular ou marca social que os distinguisse de todos os outros que encontrava na rua” (Nuno Crespo).
As próprias fotografias, no seu enquadramento, na luz, ora natural, ora assumidamente com flash, ora sem flash.
São umas ruas, 6 ou 7 pessoas, um restaurante, o mesmo quarto de hotel e pouco mais. Tudo isto num país muito diferente, com dificuldade de comunicação. Mas é a rotina de voltar às pessoas e aos sítios e a forma frágil e intensa com que as imagens foram feitas que me faz pensar em Toyama como um território»,
refere José Pedro Cortes.
Um território, feito, mais que pela paisagem, pelas pessoas, pela vivência. Cortes mostra a cidade, através dos locais do quotidiano, de passagem, os espaços de estar, os objetos que fazem parte da vida, a casa, o quarto de hotel, as pessoas com quem se encontra, que o rodeiam, com quem está, os momentos pessoais, a intimidade.
Entramos assim num espaço que, diria, é privado, ou mais que privado, pessoal.
As imagens sucedem-se, como o olhar, numa sequência pessoal, de vivência, de encontro, como no dia-a-dia.
Pontualmente alguma imagem, alguma referência, poder-nos-á fazer reconhecer a cidade de Toyama. Mas esse não é o objetivo. Poderia (ou talvez não) ser numa outra cidade qualquer. É onde se está, onde se vive. É em Toyama (sabemo-lo), porque é importante definir o território, porque faz sentido definir o território.
Porque, como diz Cortes,
“É a vida, como ela é.”
Do livro One’s Own Arena de José Pedro Cortes
O lançamento de One’s Own Arena, de José Pedro Cortes,
António Bracons, José Pedro Cortes, 2015
teve lugar na inauguração da exposição patente na Fundação EDP – Museu da Eletricidade, Sala do Cinzeiro 8, a 15 de outubro de 2015. A exposição, comissariada por Nuno Crespo, apresenta algumas das mais icónicas imagens do livro, está patente até 13 de dezembro de 2015.
Esta exposição está nomeada pelos Prémios Time Out Lisboa para melhor exposição do ano de 2015, sendo uma das 3 selecionadas (2015.12.10).


























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