ANTÓNIO BRACONS, CONDEIXA-A-NOVA, 2014
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António Bracons, Condeixa-a-Nova, 2014
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A simpática vila de Condeixa-a-Nova, pertencente ao distrito de Coimbra, situa-se próximo das ruínas de Conimbriga. O primeiro documento que a refere é de 1219. O rei D. Manuel I, mandou construir a Igreja Matriz em 1502 e em 1514 deu-lhe foral. Situada na importante estrada de Lisboa – Coimbra – Porto, cresceu bastante e ganhou significativa importância, vindo a acolher um grande número de casas apalaçadas.
No centro, caminhando em ruas e praças calcetadas, encontramos a Igreja Matriz, dedicada a Santa Cristina, edificada no séc. XVI; logo depois, a Câmara Municipal, que ocupa desde 1990 o Palácio dos Figueiredos, imponente edifício do séc. XVII, restaurado, tal como a igreja, depois do grande incêndio de Condeixa, aquando das Invasões Francesas, nele funcionou o Clube de Condeixa e o Tribunal. No pequeno jardim em frente, um monumento lembra os mortos da I Grande Guerra.
Próximo, a Casa Museu Fernando Namora, onde nasceu a 15 de abril de 1919 e onde viveu a sua vida, recolhe memórias e testemunhos deste médico e escritor, a quem se devem grandes obras da literatura portuguesa: Minas de San Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (2 vols, 1949, 1963), A Noite e a Madrugada (1950), Resposta a Matilde (1980) e Sentados na Relva (1986), entre outros: conservam-se os manuscritos, provas tipográficas, a sua biblioteca e um núcleo de pintura: autor de umas, outras de amigos e aquisições.
As casas baixas e as ruas estreitas convidam-nos a percorrer e conhecer melhor esta vila, a voltar, pois “em Condeixa, quem lá vai, lá o deixa…” o coração.
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