PEDRO MAGALHÃES, BURNING DINOSAUR BONES, 2019

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Pedro Magalhães

Burning dinosaur bones

Fotografia: Pedro Magalhães / Texto: Susana Lourenço Marques

Porto: Pierrot le Fou / Guimarães: Escola de Arquitetura da Universidade do Minho / Dezembro . 2019

Coleção Fascículos, n.º 17

Português / 17,0 x 23,0 cm / 32 p.

Agrafado / 300 ex.

ISBN: 9789895415656

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Burning dinosaur bones, Pedro Magalhães-1

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Sobre “Burning dinosaur bones” de Pedro Magalhães, escreve Susana Lourenço Marques:

(…) Nesta série, o afastamento do figurativo e a dissipação do referente, segue de encontro a uma conceptualização da superfície, ensaiadas num plano contíguo, onde a pintura se apresenta cansada, sem brilho e sem profundidade — para enfatizar a abstração e reinventar a espacialidade única criada por esta máquina.

Em burning dinosaur bones podemos intuir outras imagens e obsessões, como são exemplo as viaturas acidentadas fotografadas por Mateo Pérez Correa em Siniestros (2015), os interiores de automóveis (des)habitados de Matthew Casteel, os Badly repaired cars (2016) de Ronny Campana, ou em Karma (2014) sobre a privacidade que Oscar Monzón interrompeu e iluminou, durante cinco anos, nos semáforos de Madrid. Em todos, o veículo que Roland Barthes comparou a uma grande catedral gótica, já não representa a conquista da velocidade nem dá forma à aceleração, não é objecto fetiche nem símbolo de contra cultura, mas rende-se ao paradoxo da imobilidade que a fotografia lhe impôs, monumentalizando o reflexo do seu consumo, valorizando a sua singularidade ao invés da equivalência e registando o que resta depois da glória. (…)”

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Pedro Magalhães, Burning dinosaur bones, 2019

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Pedro Magalhães (1975)
Artista plástico, licenciado em Engenharia Mecânica (FEUP). A sua prática artística é maioritariamente fotográfica, tem apresentado o seu trabalho em exposições, das quais destaca “Vd=Xmax * Sd” (Solar Galeria de Arte Cinemática, 2014), “As Baleias” (Galeria do Sol, 2018), “Estar vivo é o contrário de estar morto” (Galeria Municipal do Porto, 2019).

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