EDIÇÃO LIMITADA | ANO 3 . 77 FOTÓGRAFOS > 77 IMAGENS . 1
Exposição com organização da Associação Cultural CC11 em parceria e patente na Galeria de Santa Maria Maior, em Lisboa, de 12 de dezembro de 2024 a 18 de janeiro de 2025.
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A Associação CC11 e a Galeria Santa Maria Maior, apresentam a exposição colectiva EDIÇÃO LIMITADA ano 3, mantendo as mesmas vontades e princípios [das edições anteriores]: a divulgação de autores relevantes do panorama fotográfico português e a criação de um ambiente favorável para que toda a fotografia seja vista como um objecto adquirível, coleccionável, por particulares e instituições.
Esta edição conta com 77 fotógrafos. A proposta de imagem de cada autor não teve qualquer obrigatoriedade temporal ou temática, dando-se assim espaço para que seja uma escolha o mais pessoal possível sem qualquer tipo de condicionantes.
Temos assim uma grande variedade de registos que vão do fotojornalístico ao conceptual.
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José Vegar assina o texto de sala:
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RECORTE E PARTILHA DA TEXTURA DE UM POSSÍVEL REAL
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Escreveu o tecnólogo sombrio, visionário distópico e cavaleiro perdido na demanda pela total liberdade da informação no território digital, Bruce Sterling, que “(…) a verdade é muitas vezes fantástica”.
Alcançando mesmo o patamar do altruísmo, raro nele, Sterling guia-nos, defendendo que “como na relatividade einsteiniana, tudo muda com o dispositivo de enquadramento escolhido”.
Nas paredes das salas que a este texto se sucedem, fixadas num momento de duração fugaz e num recanto do mundo que pode ser todo o lugar, estão tantas das muitas imagens com que alguns perseguidores utópicos tentam o recorte e fixação de um retalho do real que os cercou.
Se mais nada fossem estes recortes imagéticos, e são tanto, seriam os testemunhos perfeitos da proposta teórica com que Sterling nos quer assaltar.
A todo o momento mesmo ao nosso lado, cruzam pela nossa frente carros que conduzem o inferno na terra, pedras de vigília a casas, segredos paroquiais, viajantes esmagados pela natureza e tantos e tantos retalhos que provam sem dúvida metódica que a vida, o mundo, os encontros criados por uma das nossas passagens e tantos outros contactos, interferências e rompimentos do quotidiano são fantásticos e estranhos.
Não nos deve interessar muito discutir se são fixações do real.
O real não existe, existe apenas o que Sterling chama de “dispositivo de enquadramento escolhido”, que aqui é o olhar e a máquina do perseguidor, que transforma algo que se deu em algo que recortado para sempre se eleva ao que passa a ser tudo o que naquela paragem e naquele momento aconteceu.
O que nos deve interessar muito, no que descobrimos a tornar vivas as paredes que se seguem, é o recorte e a sua textura.
O recorte é o princípio do percurso da partilha.
A textura é a história inundada de pormenores do que foi recortado.
O recorte, isto é, a partilha, é ser-nos dado o privilégio de ver o quanto fascinante é o mundo por que passamos.
A textura, isto é, a narrativa fixada no recorte, é ser-nos dada a entrega de uma história para decifrar.
Sendo este o reino maravilhoso trazido a estas paredes, são quase incontáveis os argumentos para o levarmos para as nossas paredes.
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A exposição conta com obras dos fotógrafos: Adelino Meireles, Agostinho Gonçalves, Alberto Picco, Alexandre Almeida, Alina Zaharia, Álvaro Isidoro, Ana Baião, Ana Brígida, Anabela Oliveira, André Ricardo, António Bracons, António Pedro Ferreira, António Pedrosa, Artur Machado, Augusto Brázio, Bruno Portela, Carlos Costa, Céu Guarda, Daniel Rocha, Diana Tinoco, Fernando Corrêa dos Santos, Fernando Peres Rodrigues, Fernando Ricardo, Fernando Veludo, Filipe Pombo, Gonçalo Lobo Pinheiro,
que mostro hoje e
Hermano Noronha, Igor Martins, Inácio Ludgero, João Barata, João Barrinha, João Carlos, João Lima, João Mariano, João Marques Valentim, João Miguel Rodrigues, José Carlos Carvalho, José Farinha, José Manuel Ribeiro, José Mesquita, José Santos Julião, Leonardo Negrão, Leonel de Castro, Lucília Monteiro, Luís Ramos, Luísa Ferreira, Manuel Moura, Marc Schroeder, Mário Vasa, Marisol González, Masayuki Kondo, Matilde Fieschi, Miguel A. Lopes, Natacha Cardoso, Nuno Ferreira Santos, Nuno Pinto Fernandes, Paula Arinto, Paulo Alexandrino, Paulo Cunha, Paulo Duarte, Paulo Figueiredo, Paulo Nunes dos Santos, Paulo Petronilho, Paulo Plaza, Paulo Vaz Henriques, Pedro Rocha, Polly Hummel, Reinaldo Rodrigues, Ricardo Pinto Reis, Rodrigo Cabrita, Rúben Neves, Rui Gaudêncio, Rui Miguel Pedrosa, Rui Minderico, Sara Matos, Susana Paiva, Tiago Petinga
que mostrarei proximamente.
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ADELINO MEIRELES, Nick Cave no Primavera Sound, 2022 – AGOSTINHO GONÇALVES, Serra da Estrela 2022 – ALBERTO PICCO, Da Série “Vestígios da Paisagem”, 2024 – ALEXANDRE ALMEIDA, S/ Título, 2022 – ALINA ZAHARIA, Roménia, 2021 – ÁLVARO ISIDORO, Lisboa secreta – ANA BAIÃO, “E a Alma Maubere acordou…” Xanana – ANA BRÍGIDA, Parque nacional Etosha, Namíbia – ANABELA OLIVEIRA, Lisboa, 2023
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ANDRÉ RICARDO, Do escultor, 2012 – ANTÓNIO BRACONS, Sobre o Silêncio #2, 2018-2020 – ANTÓNIO PEDRO FERREIRA, Fátima, Outubro de 1979 – ANTÓNIO PEDROSA, Portugal, 2023 – ARTUR MACHADO, Capela de Nossa Senhora dos Milagres – AUGUSTO BRÁZIO, S/Título – BRUNO PORTELA, Pedrogão – CARLOS COSTA, Rio Sucuri, Mato Grosso do Sul, Brasil – CÉU GUARDA, Ümea
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DANIEL ROCHA, Príncipe – DIANA TINOCO , Abril – FERNANDO CORRÊA DOS SANTOS, Marco Paulo – A Voz – FERNANDO PERES RODRIGUES , The Hidden Face – FERNANDO RICARDO, Mário Soares, 86 – FERNANDO VELUDO, Coleção “O Aparo do Demónio” – FILIPE POMBO, Tea curves, São Miguel 2022 – GONÇALO LOBO PINHEIRO, Travessa do Soriano, Macau
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A exposição Edição Limitada ano 3 é uma exposição / venda de fotografia, organização da Associação Cultural CC11 em parceria e patente na Galeria de Santa Maria Maior, na Rua da Madalena 147, em Lisboa, de 12 de dezembro de 2024 a 18 de janeiro de 2025, de segunda a sábado entre as 15H e as 20H.
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As restantes fotografias patentes na exposição Edição Limitada ano 3, no FF, aqui e aqui.
Sobre outras realizações da Associação CC11 e anteriores edições da Edição Limitada, no FF, aqui.
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Cortesia: Associação CC11.
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