ARTUR PASTOR, PORTUGAL PAÍS DE CONTRASTES, 2022

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Artur Pastor

Portugal país de contrastes

Fotografia: Artur Pastor / Textos: Artur Pastor

Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa / Lisboa: Majericon / Novembro . 2022

Português, inglês e francês / 22,6 x 22,7 cm / 264 pp

Cartonado

ISBN 9789893336533

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No ano em que se comemora o centenário do nascimento de Artur Pastor (1922 – 1999), esta obra é um “roteiro fotográfico sobre o legado de (…) um dos poucos fotógrafos portugueses que, entre as décadas de 40 e 90 do século XX, nos deixou uma obra muito vasta e extensa em termos de representação de Portugal: um espólio de dezenas de milhares de fotografias, entre negativos 6×6 e 35mm, a preto e branco ou a cores, diapositivos e provas de impressão.”

O livro atravessa o país de norte a sul, mostra a paisagem e as pessoas, nos seus momentos de lazer e de  trabalho, nas suas atividades profissionais, sobretudo as ligadas à agricultura e à pesca.

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“Portugal não se visita apenas com o olhar porque se sente, também, com o coração”, foram as palavras de Artur Pastor que serviram de mote ao livro que assinala o centenário do seu nascimento.

A publicação que assinala o centenário do nascimento de Artur Pastor visa dar a conhecer a obra deste fotógrafo ímpar e a sua visão de Portugal, um país desaparecido e alterado na memória dos mais novos, mas refletindo um passado presente para os que o viveram. (…)

Este roteiro fotográfico agora disponível, resulta de um trabalho de parceria desenvolvido ao longo de dois anos entre o Arquivo [Municipal de Lisboa |] Fotográfico e a editora Majericon, com o objetivo de selecionar e trazer a público um conjunto de imagens representativas do país visto por Artur Pastor – o qual ele próprio denominou como, “Portugal, um país de contrastes”.
A publicação é composta por uma seleção de cerca de 250 fotografias a preto e branco, através da qual é possível perceber a personalidade do fotógrafo e a sua sensibilidade para a fotografia.
Tomando como ponto de partida o texto ‘Portugal um país de contrastes’, escrito por Artur Pastor em abril de 1954 para a revista Portugal Ilustrado, e o seu testemunho “Portugal não se visita apenas com o olhar porque se sente, também, com o coração”, este livro constitui-se como um roteiro fotográfico sobre o legado deixado pelo fotógrafo Artur Pastor, evocando o seu desassossego ambivalente, em torno da escrita e da fotografia, do litoral e do interior ou da ruralidade e da modernidade.

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Artur Pastor, Portugal país de contrastes, 2022

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Artur Pastor nasceu em Alter do Chão, a 1 de maio de 1922. Concluiu o curso de Regente Agrícola em Évora, na Herdade da Mitra, em 1942. Neste ano realizou o seu primeiro trabalho de fotografia que utilizou para ilustrar a sua tese final. Nessa altura descobriu o gosto pela fotografia que o fascinou até ao fim da sua vida.
Em Évora envolveu-se em projetos de natureza fotográfica apresentando os seus trabalhos em publicações ilustradas, postais, selos e cartazes. Colaborou em diversos jornais do Sul do País com artigos de opinião e de cariz literário. Com apenas 23 anos apresentou a sua primeira exposição “Motivos do Sul”.

No início dos anos cinquenta ingressou nos serviços do Ministério da Economia em Montalegre, sendo transferido em 1953 para Lisboa, para a Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, fundando a fototeca deste serviço. Paralelamente, colaborou com outros organismos públicos, dos quais se destacam, a Junta Nacional do Azeite, do Vinho, das Frutas e a Federação Nacional dos Produtores de Trigo, entre outros. Em 1958 publicou uma edição de autor intitulada “Nazaré” e em 1965, “Algarve”, dois álbuns com textos e fotografias da sua autoria.

Participou frequentemente em exposições e Salões de Fotografia, tanto em Portugal como no estrangeiro, donde recebeu alguns primeiros prémios. O seu trabalho foi publicado por diversas revistas de fotografia nacionais e internacionais, tais como “The Times”, “National Geographic” entre outras.

Trabalhou por encomenda para diversos organismos oficiais e empresas, sobretudo no campo da agricultura e turismo. Integrou exposições oficiais e feiras, no país e no estrangeiro, tendo fotografado de forma regular até ao seu falecimento, em 1999. Em 2001 o espólio foi adquirido à família pela Câmara Municipal de Lisboa. 

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Mais informação sobre este livro aqui.

Pode conhecer mais sobre a obra de Artur Pastor no FF, aqui.

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Cortesia: Editora Majericon.

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