MIGUEL HENRIQUES, ORIENTE

Exposição integrada no Imago Lisboa Photo Festival, patente no IPCI – Instituto de Produção Cultural & Imagem, Av. Conde Valbom, 102B, de 2 a 31.10.2021

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Miguel Henriques, Oriente

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Sobre a série escreve Miguel Henriques:

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Oriente é o nome da estação de metro do Parque das Nações.

A zona leste de Lisboa apresenta um conjunto de intervenções urbanas de notável interesse, repleto de diversidade histórica, social, geo­gráfica e de design.

Fotografei muitos bairros do leste de Lisboa, contudo o foco desta exposição são os Olivais e o Parque das Nações.

Um corpo de trabalho extenso pode ser dis­persivo. Além disso, estas imagens foram fei­tas nos lugares que melhor conheço. Cresci nos Olivais, de onde saí aos meus vinte e mui­tos anos, e neste momento vivo no Parque das Nações desde 1999.

A construção do modernista bairro dos Olivais iniciou-se em 1959, com base na Carta de Ate­nas, e na primeira geração das cidades-novas inglesas. O plano previa 70% de moradias de interesse social, e 30% de moradias de aluguer gratuito. As alterações foram ocorrendo ao longo do tempo, mas os Olivais conservaram uma parte considerável das suas escolas ori­ginais, espaços comerciais, parque público e equipamentos desportivos.

O Parque das Nações foi construído no con­texto da Exposição Mundial (que aconteceu em 1998). A intervenção do Estado abriu ca­minho para a reorganização da zona ribeirinha oriental de Lisboa, outrora uma zona caótica marcada pelos vestígios da cidade, aterros e indústrias de refinaria.

O Parque das Nações possui uma grande área residencial luxuosa, com comércio e escritó­rios. O centro contém o perímetro original da Expo 98, contendo nas suas estruturas monu­mentais equipamentos culturais e de lazer, e um grande jardim, disperso ao longo do rio Tejo. É considerada uma das áreas com maior qualidade de vida da cidade.

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António Bracons, aspetos da exposição, 2021

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A exposição de Miguel Henriques, “Oriente”, integrada no Imago Lisboa Photo Festival, na temática Rethinking Landscape / Rethinking Nature, está patente no IPCI – Instituto de Produção Cultural & Imagem, na Av. Conde Valbom, 102B, de 2 a 31 de outubro de 2021 (2ª a 6ª das 09:30h até às 18:00h).

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Miguel Henriques. Fotógrafo e arquitecto.

Nascido em Lisboa em 1970, Completou o Curso de Arquitectura na FAUTL, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, em 1994.

Completou o Curso Avançado de Fotografia do AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual de Lisboa, em 2013.

Nos últimos anos, dedicou-se ao levantamento fotográfico dos bairros da periferia de Lisboa.

Publicou os livros “Olivais”, ed. Pianola, 2014, “Loures”, ed. 100 Cabeças, 2015 e “Parque das Nações” em 2020.

Cedeu três fotografias para ilustrar o artigo do arquitecto Ricardo Carvalho e a capa do jornal Homeland – News from Portugal, Representação Oficial Portuguesa na 14ª Bienal de Arquitectura de Veneza em 2014. Publicou duas fotografias da série Olivais no número 117 da Revista ARQA (2015). Publicou Miraflores na Plataforma Scopio Network, online (2015).

Realizou diversas exposições individuais e colectivas, destacando-se a exposição individual “Olivais”, na Fábrica Braço de Prata – Lisboa, em Março de 2014.

De 2012 a 2017, colaborou na organização da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa.

Participou nas Conversas à Volta da Fotografia organizadas pelo mestre José Soudo e a Revista Coelacanto em 2012.

Apresentou o seu trabalho no Photobook Club de Lisboa, em conjunto com O Homem do Saco (seus editores), em 2014. Apresentou o seu trabalho na Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, em 2019.

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Sobre o Imago Lisboa Photo Festival, escreve a organização:

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A 3ª edição do festival IMAGO LISBOA evidencia o seu crescimento consolidado.

O festival organiza-se em torno de duas temáticas: The Family in Transition (integralmente apresentada nas Carpintarias de São Lázaro) e Rethinking Nature/Rethinking Landscape (disseminada em vários espaços), que constituem o mote para reflexão em torno de questões fundamentais da atual sociedade.

Na fusão de ambas as temáticas, apresentam-se três séries de Joakim Esklidsen, cuja obra é exposta pela primeira vez no nosso país e que poderá ser visitada no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea.

Também numa nova colaboração com o projeto Salut au Monde, apresenta-se na SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes) a exposição We are Family que bebe a influência da mítica exposição The Family of Man, no MoMA em 1955.

A presença portuguesa está a cargo de Pauliana Valente Pimentel cuja obra Ask the Kids, retrata uma franja de jovens portuenses.

Devido à situação pandémica não foi possível, em 2020, realizar o projeto de leitura de portfolios – Lisboa Meeting Point, onde, supostamente, se expunha a obra de Mikhail Bushkov, artista vencedor. Assim, o seu trabalho Zürich bem como da sua mulher Olga Bushkova apresentam-se na novel Galeria Imago Lisboa.

Marginalmente à programação oficial, devemos salientar a crescente colaboração de galerias e outros espaços expositivos que se associam ao evento.

Em paralelo às exposições estão programadas um conjunto de ações tendentes à motivação e participação de públicos diversos.

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Pode conhecer mais sobre o trabalho de Miguel Henriques aqui (site) e aqui (blog) e no FF, aqui.

Sobre o Imago Lisboa Photo Festival no FF (a Agenda e outras exposições), aqui e o site, aqui.

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