EDGAR MARTINS, WHAT PHOTOGRAPHY & INCARCERATION HAVE IN COMMON WITH AN EMPTY VASE, 2019
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Edgar Martins
What Photography & Incarceration have in Common with an Empty Vase
Fotografia: Edgar Martins / Texto: Mark Durden / Design: Atelier Pedro Falcão
The Moth House / Agosto . 2019
Inglês / 17,0 x 24,0 cm & 15,1 x 22 1 cm / 220 & 312 pag
Brochura, vermelho* & cartonado, preto / 400 ex. + 100 ex., edição especial, *capa verde, numerada e assinada / Dois volumes + 1 cartão numa “Evidence bag”, genuina bolsa plástica de prisão
ISBN 9780956908544
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What Photography has in Common with an Empty Vase é um trabalho multifacetado desenvolvido [ao longo de três anos] a partir de uma colaboração com a Grain Projects e a HM Prison Birmingham (a maior prisão de categoria B na região de Midlands, Reino Unido), com os seus presos e respetivas famílias, bem como uma miríade de outras organizações e indivíduos locais.
Fazendo uso do contexto social da encarceração como ponto de partida, Martins explora o conceito filosófico de ausência e aborda uma consideração mais ampla do posicionamento da fotografia, quando se cruzam questões de visibilidade, ética, estética e documentação.
(…)
Ao dar voz aos reclusos e às suas famílias e ao abordar a prisão como um conjunto de relações sociais, e não como um mero espaço físico, o trabalho de Martins propõe repensar e combater o tipo de imagem normalmente associada à encarceração.
Desta forma, o projeto evita intencionalmente imagens cujo único objetivo, argumenta Martins, é confirmar as opiniões defendidas pela ideologia dominante sobre crime e punição: violência, drogas, criminalidade, raça – uma abordagem que serve apenas para reforçar o ato de fotografar e a fotografia em si como dispositivos apotropaicos.Composta por três segmentos distintos, abrangendo filme, arquivo e nova fotografia, e texto, o trabalho de Martins alterna entre imagem e informação, entre ficção e evidência, implantando estrategicamente detalhes visuais e textuais em conjunto, para que o espectador fique ciente do que existe fora do ambiente, limites do quadro.
Este livro, ambicioso e instigante, é agora publicado como um conjunto de dois livros, que inclui uma cópia fac-símile do diário de um recluso, cuidadosamente editado e apropriado pelo artista.
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Edgar Martins apresenta o projeto em dois volumes: um, de capa vermelha, “What Photography has in Common with an Empty Vase”, um álbum de imagens, quer registadas por Martins, quer de outros autores, recolhidas ao longo do tempo, mas que são da sua coleção particular. Estas fotografias questionam o estado de encarceramento nas suas diferentes dimensões.
O volume de capa preta, “What Photography Incarceration has in Common with an Empty Vase”, reproduz um caderno pautado, o diário de um recluso, manuscrito, onde Martins coloca (‘cola’), por vezes sobre o texto, algumas fotografias, por um lado, por outro insere, como ‘acrescento’, um post-it ou uma folha dobrada, solta (duas vezes), que temos de retirar e abrir para encontrar o seu conteúdo.
Acompanha ainda um cartão com um link…
O conjunto é fornecido numa bolsa plástica de prisão, “Evidence Bag”.
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“What Photography & Incarceration have in Common with an Empty Vase“, de Edgar Martins, foi premiado no “Portrait of Humanity Photography Prize” em 2021 e selecionado para a shortlist do “2020 Paris Photo & Aperture Foundation Photobook Awards” e do Prémio Fotolivro PhotoEspaña na categoria Melhor Photolivro do Ano.
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Edgar Martins, What Photography & Incarceration have in Common with an Empty Vase, 2019
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“What Photography & Incarceration have in Common with an Empty Vase”, de Edgar Martins, esteve em exposição em Lisboa, na Galeria Filomena Soares, de 14 de novembro de 2019 a 4 de março de 2020 (inicialmente até 11.01), compreendendo não só fotografia, mas diversos modos de apresentação, nomeadamente visores de diapositivos e visores esteroscópicos, além de partes do diário.
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António Bracons, Aspetos da exposição, 2019
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Esta série apresenta-se na Herbert Art Gallery & Museum, na Jordan Well, em Coventry, Reino Unido, de 15 de janeiro a 18 de abril de 2021 e em Genève, Suiça,no Centre Photographie Genève, de 15 de setembro a 28 de novembro de 2021.
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Pode folhear o livro aqui.
Pode conhecer mais do trabalho de Edgar Martins no Fascínio da Fotografia, aqui e no site da The Moth House, aqui.
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