A CASA-ESTÚDIO CARLOS RELVAS
Dos 180 anos do nascimento aos / nos 125 da morte de Carlos Relvas (Golegã, 13 de novembro de 1838 – Golegã, 23 de janeiro de 1894)
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António Bracons, A Casa-Estúdio Carlos Relvas, Golegã, 2014
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Não há nada de semelhante no mundo”
Mark Haworth-Booth
In: Carlos Relvas e a Casa da Fotografia, Lisboa: IPM, 2003
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1.
Visitei pela primeira vez a Casa-Estúdio Carlos Relvas em agosto de 1993 e recordo-me da espetacularidade: quer do edifício pelo exterior: o traçado único, como um templo, os bustos de Niépce e Daguerre, os descobridores da fotografia, numa posição elevada, de um lado e outro da entrada, e as medalhas de prata – Mérito – da Exposicion Nacional, Madrid, de 1873 e da Medalha de prata da Sociedade Fotográfica, Viena de Áustria, 1875, a ele dedicadas, reproduzidas em calcário, frente e verso, as cores claras, os elementos recortados em madeira ou de ferro fundido da decoração ou da guarda das escadas, algumas partes em falta, outras com alguma degradação ou corrosão… No piso superior, a arquitetura do ferro e vidro definindo o espaço do estúdio fotográfico, as cordas e roldanas das cortinas de tecido branco, para controlar a luz e a sombra – que agora se observa magnificamente do seu interior.
A cerca de metade da largura, compartimentada a tijolo, o espaço que fora a sua residência, refechado também na envolvente exterior, ficando as portadas ogivais para entrada de luz e ventilação do espaço. Quem olha de frente o edifício, a residência ficava do lado direito. No telhado, a chaminé do aquecimento (ou da cozinha?).
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António Bracons, A Casa-Estúdio Carlos Relvas (antes da intervenção), Golegã, 1993.
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No interior, as várias salas de trabalho, de apresentação da obra realizada, onde os convidados, o público ou as pessoas que aguardariam que fossem fotografadas poderiam admirar a sua obra, a sala de espera ao fundo, à qual se acede vindo da rua que agora tem o nome de José Farinha Relvas (integra a estrada N365),e se sobre por uma magnífica escada de caracol, que se prolonga para o piso superior, onde se encontra o estúdio, agora ocupando todo o piso, como na origem, a menos uma pequena parte para a biblioteca, do lado da rua e, do outro, espaço para maquilhagem e preparação de cada um para os retratos.
Não posso precisar, mas creio haver ainda nessa altura algum mobiliário, livros e álbuns, diplomas e fotografias quer no espaço da sala de espera e dos vários compartimentos do piso inferior, quer no estúdio, onde se encontravam também diversas máquinas fotográficas e outras peças. Passaram já mais de 25 anos desde a primeira visita e as várias visitas posteriores que já fiz levam a que a memória se confunda um pouco.
Recordo-me também de perceber a urgência de uma intervenção grande de reparação.
Por outro lado, então, como agora, não se pode fotografar no interior da Casa-Estúdio Carlos Relvas! Paradoxo! O que foi o grande estúdio, onde foram registadas milhares de imagens… NÃO SE PODE FOTOGRAFAR! Felizmente Carlos Relvas fotografou o seu estúdio! No espólio que permaneceu no Estúdio, encontravam-se diversos aspetos do seu interior. Eis alguns:
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Carlos Relvas, Estúdio (interior), 1876.
In: “Carlos Relvas e a Casa da Fotografia”, Lisboa: IPM, 2003 e António Pedro Vicente, “Carlos Relvas Fotógrafo”, Lisboa: INCM, 1984.
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2.
Carlos Relvas é admitido em 5 de fevereiro de 1869 como membro da Sociedade Francesa de Fotografia.
O sucesso alcançado e o sentir como insuficiente o seu primeiro e pequeno estúdio que tinha construído, leva-o a edificar um novo Estúdio, como um grandioso templo de homenagem à fotografia, sem dúvida a sua grande paixão, hoje conhecido sobretudo por Casa-Estúdio Carlos Relvas, mas também por Atelier de Carlos Relvas ou Museu de Fotografia de Carlos Relvas. Que melhor local que o jardim da sua casa do Outeiro, na sua vila da Golegã, onde, além de diversos arbustos, planta várias árvores, entre elas palmeiras – como um jardim do paraíso – recordemos que na ocasião o jardim prolongava-se pelo espaço fronteiro, que hoje é o Largo D. Manuel I, onde se situa a entrada, que dá acesso ao próprio jardim, à Câmara Municipal, ao Tribunal, a Junta de Freguesia e a antiga Escola Primária.
Que melhor espaço para uma Casa especificamente destinada ao desenvolvimento da Arte Fotográfica! Inicia a construção em 1872, concluindo em 1875. Carlos Relvas registou a evolução da sua construção.
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Carlos Relvas, Atelier de Carlos Relvas (em construção), 1872.
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Carlos Relvas, Atelier de Carlos Relvas (em construção), 1875. Albumina.
Exposição “Vistas Inéditas de Portugal. A Fotografia nos Salões Europeus“, MNAC, 2018-19, aqui e aqui.
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Carlos Relvas, Estúdio de Carlos Relvas, cerca de 1876
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A obra foi entregue ao arquiteto Henrique Carlos Afonso, mas terá sido Relvas “o verdadeiro director do projecto”, pela exigência e rigor postos na sua construção. O “edifício revelou-se um projecto arrojado e cuidadosamente concebido, pioneiro de uma arquitectura de transição que fundia admiravelmente a arte e a tecnologia em pedra, estuque, ferro e vidro.”
As estruturas em ferro são da firma Luís Ferreira de Sousa Cruz & Filhos, Fundição do Ouro, integrando 33 toneladas de ferro forjado. No entanto com a leveza e a abertura proporcionada pelos amplos panos de vidro do piso superior, o estúdio, “a casa de dois pisos apresentava-se, à imagem do que acontece hoje, decorada de acordo com as tendências românticas da época, que lhe conferem uma certa monumentalidade. À vista, o edifício parece ter tomado como modelo uma igreja cristã, com as suas três naves e o transepto ao fundo, resultando da conjugação entre o vidro e o ferro, e da transparência e elegância da arquitectura, um efeito religioso, quase mágico.”
É um estúdio fotográfico com todas as comodidades e tecnologias da época, que pesquisava nos catálogos das casas da especialidade de França, de Inglaterra e de outros países, às quais encomendava os materiais.
No rés-do-chão funcionavam os laboratórios e a recepção, situando-se no primeiro andar o espaço de maquilhagem e as enormes vidraças do estúdio. Aí, numa ampla área, podia-se encontrar todo o tipo de mobiliário e acessórios fotográficos, bem como grandes telas pintadas com paisagens diversas, tudo encimado por uma estrutura de ferro e vidro que sustinha as cortinas reguladoras da luz, movidas por um sistema de cordas e roldanas.
Recebido com enorme interesse pela imprensa, o novo atelier reunia um conjunto de características que suscitaram a curiosidade e entusiasmo da sociedade portuguesa da época, nomeadamente o facto de se tratar de uma casa-estúdio completamente devotada à fotografia.”
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3.
Não foi apenas em Portugal que a Casa-Estúdio causou impacto.
Relvas era conhecido em toda a Europa fotográfica e, portanto, a sua Casa-Estúdio terá sido comentada em diferentes línguas.
Merece referência o Major General James Waterhouse. Citando Diana Grilo, “O estúdio de fotografia de Carlos Relvas” (p. 139):
O Major General James Waterhouse (24 de Junho de 1842 – 22 de Setembro de 1922) foi um militar britânico, tendo servido na Índia durante quarenta anos. Foi lá que descobriu a arte da fotografia e encorajado pelos quadros superiores se dedicou a captar a India em fotografia a partir de 1861. Chefiou o departamento de fotografia a partir 1866, tendo a sua base em Calcutá. Foi pioneiro no desenvolvimento do processo de impressão fotomecânico. Foi presidente da Asiatic Society of Bengal, parte do quadro do Indian Museum, presidente do Photographic Society of India e da Royal Photographic Society. Terá também viajado extensamente pela Europa, tendo visitado vários estúdios fotográficos de renome.”
Um deles foi o de Carlos Relvas, que o deixou maravilhado. No “The Year Book of Photography and Photographic News for 1882”, ed. Baden Prichard, nas pág. 71-73, o Major J. Waterhouse escreve:
Um dia com um amador calotipista português
Na Exposição de Paris de 1878 foram poucos os visitantes que não tiveram conhecimento da belíssima colecção de provas em prata e colotipos (fototipias) exibida na secção portuguesa pelo Senhor Carlos Relvas, da Golegã, e de sua talentosa filha, Menina Margarida Relvas. Como trabalho de amadores, são notáveis pela sua qualidade artística e excelência técnica. Interessaram-me especialmente os colotipos, e tive muito prazer de ter tido a oportunidade, numa recente visita a Portugal, de ter conhecido o Senhor Carlos Relvas, e ter estudado pormenorizadamente o processo que ele adquiriu ao Senhor Jacobi, e que já foi publicado pelo Senhor Vidal, no seu livro “Phototypie”. Este processo também é utilizado na Secção Fotográfica do Departamento Totográfico do Governo, que vi em funcionamento. No meu regresso a Espanha, por gentil convite do Senhor Relvas visitei a sua casa de campo na Golegã, a cerca de cem quilómetros de Lisboa, na estrada do Porto, e na sua ausência fui recebido muito hospitaleiramente pelo seu assistente, Senhor Fonseca, que me mostrou o seu estúdio, extremamente bem situado e perfeitamente apetrechado. O estúdio principal situa-se num jardim com palmeiras e outras plantas tropicais, e compõe-se de um edifício de dois andares, de grande beleza e bom gosto. O rés-do-chão é dividido em salas de trabalho para a impressão, tonificação, montagem, etc, enquanto o primeiro andar tem uma espaçosa sala de vidro, câmaras escuras e salas de recepção luxuosamente mobiladas. No seu conjunto, condições gerais e pormenores, trata-se do mais perfeito atelier fotográfico, e só podemos lamentar que esteja escondido tão longe no campo. Um estúdio mais pequeno, em ligação com a casa, é o domínio privado da Menina Relvas, que aí executa encantadores estudos de flores e outros temas de género. Levaria demasiado tempo a descrever tudo o que vi na Golegã […]
James Waterhouse ofereceria em 1905 ao Victoria & Albert Museum, de Londres, uma fotolitografia de Carlos Relvas, da Capela do Mosteiro da Batalha (N.º E.5583-1905, aqui; sem reprodução disponível).
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Aproveito para referir que em 2010, por ocasião do 2.º Encontro de Fotografia da Golegã, Grant Romer, conservador do Photography and Film International Museum, de Rochester e autor do livro “Young America. The daguerreotypes of Southworth & Hawes” (Steidl, George Eastman House e International Center of Photography, 2005), e Mattie Boom, conservadora do Rijksmuseum de Amsterdão, ficaram fascinados com a Casa-Estúdio.
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António Bracons, Grant Romer e Mattie Boom (em baixo, à direita) admirando a Casa-Estúdio Carlos Relvas, Golegã, outubro. 2009.
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3.
Voltamos à época.
Alguns anos mais tarde, em 1888, quando Carlos Relvas casa com Mariana Correia, um ano após enviuvar, o filho José exige partilhas, vende a casa familiar à Câmara da Golegã e muda-se para Alpiarça, onde virá a construir anos mais tarde a Casa dos Patudos. Carlos e Mariana vão viver para a Casa Estúdio: uma parte do piso superior é adaptado a residência, que ocupou metade do espaço do estúdio, o que ocasionou uma grande transformação no seu interior: “o envidraçado que cobria o primeiro andar da casa desapareceu, sendo substituído por paredes, mantendo-se intacta a galeria norte a sua ossatura original de ferro e vidro de forma a permitir a continuidade da actividade fotográfica”.
A vida tem destes paradoxos: Carlos Relvas vivia agora no seu templo!
Com a morte de Carlos Relvas, em 1894, o edifício fica fechado.
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4.
Em 1978, o edifício foi doado por Maria Amélia Câmara Pina, filha da 2ª mulher de Carlos Relvas, à Câmara Municipal da Golegã, incluindo um vasto espólio, cerca de 12.000 imagens em 300 caixas. “Do inventário constavam: 4174 imagens, negativos em suporte de vidro, nos processos de colódio húmido e seco; 6604 imagens, negativos em vidro, no processo gelatina brometo de prata; 146 espécies, positivos em provas albuminadas; 1656 espécies positivos em fototipias.” (SIPA).
A Câmara transformou o espaço na Casa Museu de Carlos Relvas, abrindo ao público em 1981.
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Cartaz da exposição de abertura da Casa Museu de Carlos Relvas, 1981.
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O edifício é visitável até 1996, quando encerra ao público para realização de obras de recuperação, dado o seu estado de degradação ser já elevado e na sequência do grande empenhamento de muitas pessoas (pode ler aqui e aqui o texto de José Soudo). É no âmbito deste empenhamento que em 1984, António Pedro Vicente, historiador e apaixonado pela fotografia e pela sua história, publica o livro Carlos Relvas Fotógrafo, editado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (aqui), sendo uma parte da sua coleção exposta nos em 1989, no ano do 150.º aniversário da Fotografia, nos 10.ºs Encontros de Fotografia de Coimbra, então o evento maior da fotografia em Portugal (aqui).
Em 1996 é declarado Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 2/96, publicado no Diário da Repúbica, 1.ª série-B, n.º 56, de 6 de março de 1996.
O espólio existente foi transladado para Lisboa, para o Arquivo Nacional de Fotografia, no Palácio da Ajuda, em 1995, sendo totalmente inventariado e tratado. Entre junho e outubro de 2003, apresenta-se em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, uma exposição de fotografia com base nas imagens de Carlos Relvas que constituíam este espólio, deixado no estúdio: “Carlos Relvas e a Casa da Fotografia” (aqui).
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5.
A Casa-Estúdio Carlos Relvas, foi recuperada entre 1996 e 2007, com um grande projeto de reabilitação e restauro, promovido pelo IPPAR – Instituto Português do Património Arquitetónico, como dono da obra. A intervenção foi da responsabilidade dos arquitetos Victor Mestre e Sofia Aleixo, com a colaboração de Nuno Gaspar e os Consultores de Fotografia: Dr. José Pessoa e Drª. Victória Mesquita. Durante mais de dois anos analisaram documentação e a construção, identificando materiais e técnicas, recuperando a traça original, e procurando os materiais então utilizados, alguns produzidos especificamente para a obra.
A Estabilidade foi da responsabilidade da A2P, Lda: Engºs. João Appleton, Vasco Appleton, Pedro Ribeiro, as Instalações de Eletricidade, Informática, Segurança e Comunicações, da QUANTI: Engºs. Fernando Gravito e Luís Alegra, os Sistemas de Climatização, Instalações de Águas e Esgotos da TERMIFRIO: Engº. Serafim Graña, o Mobiliário Fixo e Móvel e a Sinalética Informativa, dos arquitetos responsáveis pela recuperação.
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A 20 de abril de 2007, depois de profundas obras de recuperação e que incluem a execução da construção anexa, de apoio museológico e a ligação subterrânea ente ambas, a Casa-Estúdio recuperada abre ao público, englobando espaços de apoio e uma galeria fotográfica.
Junto ao portão que dá acesso ao jardim, recebe-nos Carlos Relvas, numa escultura que o reproduz num dos seus mais conhecidos auto-retratos. Lá dentro, entre a vegetação frondosa, ergue-se imponente e esbelta a Casa-Estúdio!
Entre 2016 e 2018 foram efetuadas novas obras de beneficiação, para colmatar algumas questões sentidas – nomeadamente térmicas – e que Carlos Relvas também sentiria, com vista à melhor preservação do edifício e do seu espólio, tendo reaberto ao público em outubro de 2018.
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Na sua obra “Reabilitação do Tempo. Restoration of Time”, Victor Mestre e Sofia Aleixo apresentam o projeto desenvolvido, através de texto, peças desenhadas e fotografias de Fernando Guerra e Sérgio Guerra e do Atelier VM/SA (Lisboa: Caleidoscópio, setembro.2004, coleção Arquitecturas, ISBN: 9789728801458, pgs. 80-105).
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Na revista Património Estudos n.º 6, de 2004, editada pelo MC – Ministério da Cultura / IPPAR – instituto Português do Património Arquitectónico, apresentam-se em dois artigos os procedimentos e técnicas desenvolvidas na recuperação do edifício: Manuel Lacerda escreve “A intervenção na Casa-Estúdio Carlos Relvas. Dados para um programa: do restauro à restituição” (págs. 134-139) e “Da Casa-Estúdio a Estúdio Carlos Relvas: conservação e restauro”, por João Appleton, Victor Mestre e Sofia Aleixo (págs. 140-149).
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O “Roteiro | Guia de visita” editado pela Câmara Municipal da Golegã (2007, 28 págs.) faz uma breve história e apresenta diversas fotografias do exterior e do interior.
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O edifício foi também objeto de uma dissertação apresentada à Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa para a obtenção do grau de Mestre em Arquitetura: “O estúdio de fotografia de Carlos Relvas”, de Diana Margarida Bonina Grilo, orientada pelo Prof. Doutor Horácio Manuel Pereira Bonifácio, janeiro de 2016 (pode ler aqui).
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Merece ainda referência o importante estudo desenvolvido sobre as Casas Museu em Portugal, “Da casa ao Museu: adaptações arquitectónicas nas casas–museu em Portugal”, de Marta Rocha Moreira, dissertação elaborada no âmbito do Mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitectónico da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, sob a orientação científica do Prof. Doutor Arqt.º Carlos Alberto Esteves Guimarães, outubro de 2006. Esta obra foi destacada com o prémio “Melhor Trabalho de Museologia 2007”, pela APOM – Associação Portuguesa de Museologia. O capítulo 15, páginas 169-178, é dedicado à Casa-Estúdio Carlos Relvas (pode ler aqui).
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Esta obra única, a nível mundial, é uma verdadeira preciosidade e justifica perfeitamente uma deslocação à Golegã!
Para além da Casa-Estúdio, a Casa dos Patudos (aqui), em Alpiarça, edificada pelo filho José Relvas, é outra razão para a viagem!
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Pode conhecer melhor a obra de Carlos Relvas no Fascínio da fotografia, aqui.
Pode consultar o site da Casa-Estúdio Carlos Relvas, aqui.
O site do SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, da Direção-Geral do Património Cultural, tem descrições concisas mas exatas do edifício e da sua evolução, aqui.
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Atualizado em 14.04.2019 (fotografias de Grant Romer e Mattie Boom).
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