HELENA ALMEIDA, INTUS, 2005
Em memória de Helena Almeida (Lisboa, 1934 – Sintra, 25 de setembro de 2018).
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Helena Almeida
InTUS
Fotografia: Helena Almeida / Texto: Isabel Pires de Lima e Paulo Cunha e Silva (institucuinal), Isabel Carlos, Peggy Phelan / Design gráfico: Inês Sena
Porto: Livraria Civilização Editora / 2005
Português / Inglês / 16,0 x 22,2 cm / 112 p.
Cartonado revestido a tecido vermelho, com sobrecapa impressa
ISBN: 9722623079 (Port.) – 9722622951 (Inglês)
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Só ontem (dia 26), foi anunciada a morte de Helena Almeida, ocorrida a 25 de setembro, já ao fim do dia.
Conhecemos a sua obra, conhecemos o seu rosto, a sua figura. O seu trabalho foi desenvolvido numa evolução constante, coerente. E sempre atual. Sejam obras mais antigas ou mais recentes. A sua mensagem, o seu sentir é intemporal. Gosto muito da obra de Helena Almeida. Já o mostrei aqui diversas vezes e tenho hoje de o mostrar uma vez mais. É uma forma de dizer: “Obrigado, Helena Almeida”.
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Através da autorrepresentação, com a cumplicidade do seu marido, que dispara o obturador e por vezes integra a imagem, o arquiteto Artur Rosa, Helena Almeida produziu um vasto e único trabalho no panorama da arte portuguesa, europeia e, mesmo, internacional. Não é pois estranho que fosse a artista escolhida para representar Portugal na Bienal de Veneza em 1982 e 2005, na de São Paulo em 1979 e na de Sydney em 2004.
Helena Almeida foi a representante de Portugal na 51.ª Bienal de Veneza, em 2005, cuja exposição “inTUS” esteve patente, de 9 de junho a 6 de novembro, na Scoletta dei Tiraoro e Battioro, em Santa Croce, 1980, na cidade dos canais, sendo vista em Lisboa, de 19 de janeiro a 26 de março de 2006, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian.
Este livro é o catálogo dessa exposição.
Além de reproduzir diversas obras de todo o seu percurso – iniciado com uma exposição na Galeria Buchholz, em Lisboa, em 1967, há pouco mais de 50 anos – o catálogo integra uma “Apresentação” de Isabel Pires de Lima, então Ministra da Cultura e “A-experiência-do-corpo-enquanto-experiência-do-mundo- enquanto-experiência-da-arte”, por Paulo Cunha e Silva, então diretor do Instituto das Artes, textos institucionais; “Intus”, de Isabel Carlos, curadora da exposição, e ‘Isabel Carlos em conversa com Helena Almeida’: “Conversa em dois tempos e dois espaços”, e “Helena Almeida: o interior de nós”, um ensaio de Peggy Phelan. Conclui com uma muito completa biografia (e bibliografia) da artista.
Helena Almeida sempre assumiu a sua obra como pintura:
Quanto à pintura: eu considero-me uma pintora. Fiz o curso de Pintura. Os meus trabalhos são para mim quadros, são a minha maneira de pintar.”
Conversa com Isabel Carlos (p. 54). Contudo, vejo-os, vemo-los, como fotografias. E, podia destacar tanto desta conversa, mas cito (da p. 53), o que sinto resumir o seu processo criativo, à sua obra, à essência do seu trabalho:
Ando em círculo; os círculos voltam. O trabalho nunca está completo, tem que se voltar a fazer. O que me interessa é sempre o mesmo: o espaço,a casa, o tecto, o canto, o chão; depois, o espaço físico da tela, mas o que eu quero é tratar de emoções. São maneiras de contar uma história.”
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Helena Almeida, InTUS, 2005
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A obra de helena Almeida está presente de modo quase constante ao longo do tempo em exposições individuais e coletivas, em Portugal, mas também na Europa e não só. A sua última exposição inaugurou no dia 20, em Madrid, na Galería Helga de Alvear (aqui), mantendo-se até 24 de novembro e desde o início do ano e até 4 de novembro está em exposição na coleção permanente da Tate Modern, em Londres, na Boiler House Level 2 East, fotografias e desenhos (aqui).
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E posso também dizer, será o próximo título da coleção “Ph.”, o 03, a editar brevemente pela INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, organizado por Delfim Sardo, na coleção criada e dirigida por Cláudio Garrudo.
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Pode ver outras obras de Helena Almeida no Fascínio da Fotografia, aqui.
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