SUSANA PAIVA, UNIDADE MÍNIMA
Exposição produzida pelo Córtex Frontal – artist residence, apresenta-se no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos (CITA), de 7 de março a 27 de maio de 2018.
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Susana Paiva, Unidade Mínima
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Refere a autora, sobre a série que se desenvolve “a 3 tempos num mesmo espaço [ ferramenta, enigma, matéria ]”:
Ao centro o traço, o gesto, a lã, o ponto, o sal de prata, o píxel.
Pensar a fotografia e as suas possíveis relações com a estrutura do tapete de Arraiolos.
Encontrar a unidade mínima indivisível, que os une.
Trabalhar, metaforicamente, o dispositivo fotográfico como se tratasse de bordar um tapete de Arraiolos.
Encontrar pontos de reunião e intercepção entre a escrita com luz e a bordadura a lã.
Conceber a fotografia não apenas como técnica e linguagem mas como escrita efectiva onde se podem espelhar todas as materialidades desejadas.”
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Susana Paiva, Aspeto da exposição, 2018
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A exposição “Unidade Mínima”, de Susana Paiva, apresenta-se no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos (CITA), entre 7 de março e 27 de maio de 2018, produzida pelo Córtex Frontal – artist residence.
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Susana Paiva nasceu em Moçambique, em 1970. Sobre si, diz:
Fotógrafa. Tornou-se fotógrafa ao longo das duas últimas décadas, anos cheios de aprendizagens e dúvidas.
Construiu a sua singularidade através de constante pesquisa e experimentação, descobrindo o seu ritmo, a sua zona de conforto e os seus conceitos de eleição.
Hoje sabe que é uma fotógrafa lenta que requer tempo para a contemplação e para a instalação num determinado espaço ou interação com um determinado sujeito.
Descobriu que é uma fotógrafa tangencial, que necessita estar perto, para mover e ser movida e partilhar generosamente os seus projetos fotográficos e ideais.
Compreende agora que é propulsionada por uma imensa necessidade de transfigurar a realidade e navegar na poética dos fragmentos da vida cotidiana, e que a fotografia se tornou a sua primeira linguagem, substituindo gradualmente a palavra primordial na sua interação com o mundo.
Hoje sabe que só quando compartilha as imagens que cria fica preenchida não apenas como profissional mas, mais importante do que isso, como ser humano.
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Pode conhecer melhor o trabalho de Susana Paiva aqui.
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