A VIDA (cit.), GARRY WINOGRAND
90 anos do nascimento de Garry Winogrand (Nova Iorque, NY, EUA, 14 de janeiro de 1928 – Tijuana, México, 19 de março de 1984).
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Quando eu estou a fotografar, vejo a vida. É com isso que lido.”
Garry Winogrand
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Garry Winogrand, El Morocco, New York, 1955
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Garry Winogrand nasceu em Nova Iorque, NY, nos Estados Unidos da América, a 14 de janeiro de 1928. Foi fotógrafo de rua norte-americano, registando de forma sistemática a vida urbana e as questões sociais, sobretudo em Nova Iorque, particularmente no bairro de Bronx, mas também noutras cidades, como Los Angeles.
Em 1967, John Szarkowski, diretor de fotografia do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), que o considerou o “fotógrafo central da sua geração”, organizou a exposição “New Documents”, que constituiu um marco na história da fotografia, com as suas fotografias, juntamente com as de Diane Arbus e Lee Friedlander.
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Winogrand recebeu três bolsas Guggenheim e uma bolsa do National Endowment for the Arts para trabalhar em projetos pessoais e publicou em vida quatro livros: “The Animals”, New York, NY: Museum of Modern Art , 1969;
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“Women are Beautiful”, New York, NY: Light Gallery e New York, NY: Farrar, Straus e Giroux , 1975;
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”Public Relations”; New York, NY: Museum of Modern Art, 1977;
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”Stock Photographs: The Fort Worth Fat Stock Show and Rodeo”, Minnetonka, MN: Olympic Marketing Corp, 1980.
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“Fotografo para descobrir o que parece ser fotografado”, dizia Winogrand. “A sua técnica de disparo rápido, objetiva grande angular e enquadramento não regular, tornou-se uma característica de uma radical nova visão de fotografia que se tornou popular nos anos 70”, como refere Andy Grundberg no New York Times (21 de março de 1984). Winogrand tinha um método de trabalho próprio. Fotografava compulsivamente e acumulava os rolos, sem a preocupação de revelar de imediato. Depois, haveria de ser a realização de provas de contacto e, só então, a seleção e as provas finais.
Em 1 de fevereiro de 1984 foi-lhe detetado cancro, vindo a falecer a 19 de março de 1984, em Tijuana, no México. Winogrand tinha cerca de 2.500 rolos de filme não revelados, 6.500 rolos revelados, mas sem provas realizadas, e cerca de 3.000 rolos com provas de contato realizadas, mas não selecionadas.
No total, deixou quase 300.000 imagens não editadas.O Garry Winogrand Archive no Center of Criative Photography (CCP) compreende mais de 20.000 fotografias impressas entre imagens finais e de trabalho, 20.000 folhas de provas de conctato, 100.000 negativos e 30.500 slides de cor de 35 mm, bem como um pequeno número de impressões Polaroid e vários filmes amadores e independentes filmes. Alguns dos seus trabalhos não desenvolvidos por si, foram estudados por diversos curadores, expostos e publicados postumamente, nomeadamente pelo MoMA, por Szarkowsky e Sarah Greenough, respetivamente em duas retrospetivas do seu trabalho: “Winogrand, Figments from the Real World” (2003)
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e “Garry Winogrand” (2013).
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Pode conhecer melhor Garry Winogrand no site do MoMA, aqui.
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