ANTÓNIO BRACONS, DA SÉ AO CASTELO DE S. JORGE, LISBOA, 2016 – 1
António Bracons, Lisboa, 2016
Quem sobe ao Castelo de S. Jorge ao longo da encosta sul, passando pela Igreja de Santo António e logo depois pela Sé, encontra um conjunto de casas de traça de finais do séc. XVIII e séc. XIX, ricas em cantarias e azulejos.
A destruição que o terramoto de 1755 provocou na cidade, obrigou à sua reconstrução quase integral. As ruas, agora estreitas eram, à época, amplas. O castelo era um ponto de referência, tal como a Sé, e portanto, essa encosta merecia especial atenção, desenvolvendo-se a partir da grelha retangular da Baixa Pombalina.
As casas que encontramos são, pois, de grande interesse. Nos últimos anos é notório o empenho na reabilitação dos imóveis, cuja beleza se destaca.
Passamos pelo Museu do Aljube – Resistência e Liberdade; depois o que resta do antigo teatro romano, que foi também alvo de escavações arqueológicas e apresenta-se à visita. Logo depois a casa revestida a azulejo azul onde viveu e morreu o poeta Ary dos Santos (1937-1984), e onde viveu o escritor Alexandre O´Neil (1924-1986) e o filho, o fotógrafo Alexandre Delgado O´Neil (1959-1993).
Vamos subindo até à muralha exterior do castelo, que ainda perdura.