ANTÓNIO BRACONS, MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA, LISBOA, 2016
.
.
.
António Bracons, Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, 2016
.
.
.
O Museu Nacional de Etnologia é indissociável da história da antropologia portuguesa.
Em 1959, um conjunto de objetos recolhidos no âmbito das Missões de Estudo das Minorias Étnicas do Ultramar Português, lideradas por Jorge Dias, foi objeto de uma exposição que teve por título Vida e Arte do Povo Maconde. Foi este o momento inspirador para a constituição do Museu, o qual só em 1965 é formalmente criado com o nome de Museu de Etnologia do Ultramar, sendo seu Diretor aquele etnólogo. Posteriormente à sua morte (1973), Ernesto Veiga de Oliveira assume a Direção do Museu, o qual passa a designar-se Museu de Etnologia. Em 1975 o Museu foi transferido para o edifício atual, na Rua Ilha da Madeira, em Belém, expressamente construído para o efeito, abrindo as suas portas ao público no ano seguinte. Em 1990 é designado de Museu Nacional de Etnologia.
O museu reúne um total aproximado de 40.000 objetos oriundos de diversas partes do Mundo, embora as coleções mais representativas sejam as de Portugal, continental e insular, e as do antigo Ultramar Português. O Museu tem em exposição permanente “Um Museu, muitas coisas”, no piso inferior da grande nave, composta por sete núcleos (de vigência rotativa): “Teatro de sombras Wayang Kulit de Bali”, “Franklim Vilas com o olhar de Ernesto de Sousa” (núcleo dedicado a um autor), “A brincar é já a sério: as Bonecas do sudoeste de Angola”, “A música e os dias: Instrumentos musicais populares portugueses”, “Matéria da fala: Tampas de panela com provérbios, de Cabinda”, “A tala de Rio de Onor” (núcleo dedicado a um objeto), “Animais como Gente: Máscaras e marionetas do Mali”.
É fantástico o ambiente criado pelo museu. Além da exposição permanente no piso inferior da grande nave, o superior apresenta exposições temporárias (como Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território] ∙ Paisagem e Povoamento, pode ver aqui), possui outras mais “pequenas” salas de exposição, entre outros espaços e serviços. A sua arquitetura é ampla e espaçosa, extremamente agradável, centrada num jardim, num ponto alto, logo acima do estádio do Belenenses, com vista ampla sobre o Tejo. O espólio que mostra, é o das tradições e costumes populares – e tribais, nalguns casos – registos de um passado, nalguns casos, já desaparecido, sobrevivendo nas recolhas e estudos do Museu.
Fica aqui um pouco deste mundo mágico.
.
.
.
Pode conhecer melhor o Museu Nacional de Etnologia aqui.
.
.
.