JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS, UMA MANEIRA DE SER MODERNO

A 7 de abril de 2017 completaram-se 124 anos do nascimento de José de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de abril de 1893 – Lisboa, 15 de junho de 1970), a 14 de abril, 100 anos da 1.ª Conferência Futurista.

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Autor desconhecido, 1913

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Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927

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José de Almada Negreiros faz tudo o que quer, é o grande saltimbanco da arte moderna portuguesa. Ele passeia diante duma objectiva com a mesma naturalidade com que passeia diante dum público, diante da Brasileira, diante de si próprio… […] Almada não se decide por nenhuma arte, toda a arte, contudo, se decidiu por ele…”

António Ferro, maio de 1921

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Almada Negreiros foi um artista genial, dedicou-se a múltiplas áreas da arte, do desenho à pintura, estudou matemática, foi poeta, escritor, pensador e quanto mais… Homem de uma liberdade de pensamento, de traço e de cor – e de rigor – a ele se devem inúmeras obras e vários painéis, como os da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos ou o átrio do edifício do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Não fez fotografia (que se saiba).

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A visita à exposição que se apresenta na Fundação Calouste Gulbenkian, de cerca de 400 trabalhos, um vasto estudo sobre a sua obra, relembra que foi um homem notável com uma obra igualmente Grande. Não o trago pelas suas fotografias. Mas foi fotografado por vários fotógrafos e conhecemos muitos dos seus retratos…

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Autor desconhecido, (Cartaz da 1.ª Conferência Futurista e revista Portugal Futurista), 1917

A 1.ª Conferência Futurista, de José de Almada Negreiros, no Theatro República, em Lisboa, a 14 de abril de 1917 – prestes a completar cem anos –, ocorreu uma semana depois da apresentação em Nova Iorque de “A Fonte” de Marcel Duchamp, ver aqui.

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Autor desconhecido, José de Almada Negreiros, Lisboa, 1918

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Autor desconhecido, José de Almada Negreiros, Paris, 1919

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Vitoriano Braga, José de Almada Negreiros, c. 1920

Uma das poucas fotografias presentes na exposição, na FCG , no catálogo, pág. 175.

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Fernandes Tomás, José de Almada Negreiros, Abril 1921

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Autor desconhecido, José de Almada Negreiros Com a esposa, Sarah Afonso, Moledo do Minho, Setembro 1934

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Autor desconhecido, José de Almada Negreiros, junto da pintura Sargaceira (Minho), c. 1936

Esta pintura integrou a Exposição dos Artistas Modernos Independentes, na Casa Quintão em Lisboa, de 15 a 30 de junho de 1936; em 1946 tornou-se sócio desta casa João Jorge de Mascarenhas e Menezes Alcobia, que viria a ser sócio-gerente da Casa Jalco, onde Lemos, Vespeira e Azevedo viriam a expor cerca de 16 anos depois (ver aqui).

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Autor desconhecido, José de Almada Negreiros na Gare Mar Rocha Conde Obidos, c. 1945

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San Payo, José de Almada Negreiros, década de 1950

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San Payo, José de Almada Negreiros, década de 1950

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Mário Novais, José de Almada Negreiros, década de 1960

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As Quatro Manhãs

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A Segunda Manhã [parte final]

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Assim ao menos eu sei perfeitamente

que aquele que eu sou no filme,

aquele que eu estou no espelho,

aquele que eu oiço no disco, aquele que eu falo na rádio,

é uma tradução de mim

com jeitos de agora,

onde cada qual tem a idade de todos!

oh todos!

todos ainda não é ninguém!

Hoje todos não é nada.

Amanhã talvez.

No futuro sim.

Quando todos forem a soma dos cada uns

quando cada “cada” for cada qual

então sim

então bravo

então eureka

todos já serão alguém!

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Almada Negreiros

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