ESTUFA FRIA, LISBOA, 2014
No cimo do que é hoje o Parque Eduardo VII existia, nos finais do séc. XIX, uma pedreira de basalto, que deixou de laborar devido à existência de uma nascente de água. Neste espaço, foi criada uma zona de abrigo para espécies vegetais delicadas, oriundas do mundo inteiro, que iriam servir no plano de arborização da Avenida da Liberdade. Era o ano de 1912.
O início da I Guerra Mundial, em 1914, atrasa o plano, mas as plantas, alheias ao conflito, vão criando raízes. É por iniciativa do arquiteto e pintor Raul Carapinha que, em 1926, surge o projeto de uma Estufa, que foi concluída em 1930 e inaugurada em 1933. Nos anos 1940 é remodelado o Parque Eduardo VII e também a Estufa Fria.
A cobertura em ripado de madeira, mantém uma temperatura constante no interior, cortando o frio do inverno e o calor excessivo do verão.
Integrada na Estufa Fria, a Estufa Quente, de cobertura em vidro, ocupa cerca de 3.000 m2 e acolhe um vasto acervo de plantas tropicais e equatoriais. Promovida pelo Eng.º Pulido Garcia, abriu ao público em 1975.
No interior, os caminhos circundam os canteiros onde crescem centenas de espécies de plantas diferentes oriundas de todo o mundo; diversas obras de estatuária acrescentam uma poesia a este espaço.

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